ETIQUETA

Vamos navegar?

Fazer um cruzeiro não é a mesma coisa que pegar um avião. Antigamente, (e algumas pessoas até hoje) muitos passageiros, principalmente as mulheres, se embonecavam em demasia para voar. Vi muita gente amarrotar a roupa "chique no úrtimo" ao enfrentar horas de espera por voos atrasados

Eduardo Gregori
03/11/2013 às 17:11.
Atualizado em 24/04/2022 às 23:15

Fazer um cruzeiro não é a mesma coisa que pegar um avião. Antigamente, (e algumas pessoas até hoje) muitos passageiros, principalmente as mulheres, se embonecavam em demasia para voar. Vi muita gente amarrotar a roupa “chique no úrtimo” ao enfrentar horas de espera por voos atrasados e até mesmo sujar as roupas no piso de aeroportos, depois de vencidas pelo cansaço e sem um assento por perto. Hoje em dia é comum ver gente voar de shorts, camiseta e chinelos. Se hospedar em um navio é algo completamente diferente. É claro que a proximidade com o mar e o sol permitem trajes despojados e bem à vontade. Mas os navios têm seus rituais e eventos, que devem ser seguidos, pelo menos por quem acredita que etiqueta faça parte de um mundo civilizado. Todo cruzeiro tem um jantar de gala com o comandante e uma noite especial no teatro. O roteiro de viagem informa o traje mais adequado para as ocasiões. Apesar disso, não é raro se deparar com gente que vai a um jantar formal usando traje para passear na orla durante o dia, ou seja, bermudinha, camiseta e chinelo. Além de provar que não entende nada de etiqueta, a pessoa ofende ao comandante e a todos que se vestiram adequadamente para a ocasião. Não se trata de frescura, mas de educação e respeito. Por isso, nunca esqueça de verificar, antes do embarque, quais os eventos e que roupas pedem. E se esquecer, os navios oferecem aluguel de roupas. Não custa gastar um pouco a mais para não passar carão. Muitas pessoas que não viajaram de navio me perguntam se é verdade que todo mundo passa mal. Eu sempre respondo que o enjôo é algo bem pessoal. Conheço gente que chega a não aproveitar a viagem, de tão mal que passa. Eu nunca passo mal a bordo, só sinto o corpo balançando quando desembarco. É estranho, mas é o que acontece. Então, a pessoa só vai saber se passará mal se viver a experiência. Por isso é sempre bom levar um comprimidinho contra enjôo. A dica é, não esperar o incomodo se instalar, por que aí, até a medicação fazer efeito, serão momentos bem desagradáveis. Sentiu que está começando a passar mal? Tome o quanto antes. E se não levou nada, não esconda da família e da tripulação. Quem trabalha a bordo está acostumado e rapidinho consegue um comprimido. Tampouco não é preciso ter vergonha se o mal-estar acontecer no meio de todo mundo. Isso é comum e o hóspede não será o primeiro e nem o último. Passado o susto, o melhor é procurar o posto médico e seguir feliz a viagem.Eduardo Gregori é editor de Turismo do Correio Popular 

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