No calor da comoção, onde um adolescente de 17 anos matou um jovem de 19, todos se acham no direito de discutir a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, como se isso fosse resolver todos os problemas de criminalidade do País. Até uma pesquisa apontou que 93% dos entrevistados são favoráveis à redução da maioridade penal. Se pesquisar a pena de morte, muita gente também será favorável. Mas a discussão não pode e nem deve ser assim curta e guiada pela emoção. Na sessão de quinta-feira, o presidente da Câmara, Cícero Gomes da Silva (PMDB), que é professor e advogado, foi à tribuna falar sobre o assunto. Para ele a redução vai apenas inflar ainda mais os presídios, que são hoje verdadeiros locais de aperfeiçoamento de criminosos. Faz sentido. Em um País onde a impunidade para criminosos endinheirados é uma realidade e a educação não é nenhum primor, não se resolverá o problema com a simples redução da maioridade penal. Há que se lutar pela punição exemplar de criminosos, inclusive os da alta patente da política, para que os que pensam em cometer crimes se sintam intimidados. Também é preciso resolver antigas mazelas sociais e investir mais na educação. Aí então será possível discutir. Mas sempre à luz da razão, como convém ao bom debate.
HOMEMAGEM À GENITORA
Dezesseis dos 17 vereadores de Sertãozinho resolveram fazer uma homenagem a Ruth Magrini dos Santos, mãe do presidente do Legislativo, Rogério Magrini dos Santos (PTB), o Zezinho Atrapalhado. Apenas ele não assina o requerimento que denomina uma nova escola com o nome da mãe dele. Dona Ruth, uma dona de casa, terá seu nome perpetuado no prédio da escola por ser mãe do vereador, não por ter colaborado com a educação de sua cidade.
CONFRARIA
E assim como funciona em Sertãozinho, acontece em outras câmaras municipais e assembleias legislativas, onde homenagens ocupam grande parte do tempo dos legisladores. Tanto que em alguns casos se desvaloriza a homenagem. O que todos têm não vale muita coisa, diz a lei de mercado. Não vai demorar e pessoas mais sérias recusarão homenagens que são comuns e servem apenas para render votos.
PEDIDO DE AUDIÊNCIA
Será nesta segunda-feira (22) a conversa da prefeita Dárcy Vera (PSD) com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em busca de uma audiência dele com prefeitos da região. Se conseguir marcar uma data, a prefeita promete levar prefeitos das regiões de Ribeirão preto, Franca e Araraquara. Na pauta o pedido de mais verbas para custeio da saúde nos municípios.
FIM DO AFOGADILHO
A Câmara de Ribeirão Preto deve votar nesta semana, em sessão extraordinária, a redação final da emenda à Lei Orgânica do Município (LOM) que impede a votação de projetos em sessões legislativas extraordinárias no final do ano, entre o Natal e o Ano Novo, quando o Legislativo está em recesso. Praticamente todos os prefeitos se aproveitam da pressa para a votação de assuntos polêmicos, sem muita discussão.