Vadão assumiu a Macaca sob protesto de torcedores e com três vitórias seguidas, mudou o ambiente do clube
A quarta passagem do técnico Oswaldo Alvarez pelo Moisés Lucarelli não poderia ter começado de forma melhor. Ele assumiu a Ponte Preta em uma manhã de sábado sob protesto de torcedores nos portões do estádio. O time vinha de três apresentações abaixo da crítica e os jogadores já mostravam sinais de abatimento. A Macaca estava à beira da zona de rebaixamento no Paulista, com 33% de aproveitamento. Jogava num esquema confuso com três zagueiros, um atacante isolado entre os zagueiros e laterais improvisados pelos lados.Com 57 anos de idade e 20 de experiência, Vadão chegou e, em apenas uma reunião, reativou a esperança entre os pontepretanos. “Em nossa primeira conversa, vi os jogadores achando que tudo já estava perdido. Com números, mostrei para eles que não era bem assim. Estávamos com uma vitória em três jogos. Se vencêssemos o Corinthians, chegaríamos aos 50% de aproveitamento. E ainda teríamos um jogo (com o Ituano) por fazer para chegar aos 55%, que é objetivo para se conseguir a classificação”, explica.Em menos de duas semanas, com três vitórias consecutivas, tudo mudou. A Ponte teve resultados positivos diante de Corinthians e São Paulo e mais um como visitante, contra o Comercial. “O primeiro passo foi mexer no esquema e passei a usar o que achei mais adequado. Sem tempo para treinar, o segundo passo foi conversar e passar tranquilidade. Mas ainda tem muito para se fazer”, ressalta Vadão.