ORQUESTRA

Sinfônica de Campinas vai em busca do prestígio perdido

Diretor Rodrigo Morte chega com a intenção de reeguer a orquestra

Marita Siqueira
26/02/2013 às 05:04.
Atualizado em 26/04/2022 às 03:15
Rodrigo Morte é o novo diretor da Orquestra Sinfônica de Campinas (Edu Fortes/AAN)

Rodrigo Morte é o novo diretor da Orquestra Sinfônica de Campinas (Edu Fortes/AAN)

Rodrigo Morte, de 36 anos, assume nesta semana a diretoria da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas com a proposta de retomar o prestígio que a OSMC tinha nos anos 80 e 90. Apesar de a nomeação ainda não ter sido publicada no "Diário Oficial do Município", ontem ele já começou a se inteirar das questões pertinentes ao cargo em visita à Estação Cultura, acompanhado pelo secretário de Cultura, Ney Carrasco. Para assumir o posto em Campinas, ele deixou a Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, na qual atuava como arranjador havia 13 anos, e a função de professor de arranjo e tecnologia musical na Faculdade Souza Lima, na Capital.

Bastante cauteloso, Morte diz que o momento é mais de ouvir do que de falar. Porém, revela sua vontade de reerguer a Sinfônica. “A Orquestra perdeu um pouco a importância que tinha no passado, a força que tinha no contexto nacional. Ao assumir a diretoria, vejo a oportunidade de retomar o prestígio que ela já teve e levá-la a um nível internacional que nunca teve”, afirma. “Quero ouvir, dialogar com os músicos para encontrar soluções”, completa.

Carrasco acredita que o primeiro passo é fazer com que os 82 músicos que compõem o grupo se sintam valorizados. “Acho importante resgatar a autoestima deles. Todas as atribulações que a Sinfônica passou fizeram com que eles não se sentissem bem tratados nos últimos tempos. Eles precisam saber que Campinas respeita muito a Sinfônica”, diz o secretário, responsável pela nomeação. “Eu me reservei o direito de escolher o diretor da orquestra. Mesmo porque maestro e diretor são duas forças dentro da Sinfônica, então eu não queria alguém diretamente ligado ao maestro, pois penderia de um lado só.”

A escolha do nome se baseou tanto em experiência profissional quanto no temperamento. “Não há um perfil perene para o diretor, depende do momento. Neste momento, Rodrigo tem um perfil bastante adequado. Eu queria alguém com experiência musical intensa, que conheça a orquestra, sabe detalhes técnicos. Ao mesmo tempo que seja uma pessoa de personalidade firme, pé no chão, sem ser autoritária”, diz Carrasco, que foi professor de Morte na graduação em música popular pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Temporada

A OSMC abre a temporada 2013 com três concertos — dias 8 e 9 de março, no Teatro Municipal José de Castro Mendes, e dia 10, na Estação Cultura —, apresentando a 9ª Sinfonia de Beethoven, sob a maestria de Victor Hugo Toro.

Sem sede permanente desde a interdição do teatro interno Luiz Otávio Burnier do Centro de Convivência Cultural de Campinas, a Sinfônica inicia os trabalhos no próprio dia 4, no Castro Mendes. De acordo com o secretário, está sendo providenciado um local “provisório, porém a longo prazo” para abrigá-los, mas ainda não há definições. “Estão sendo fechados patrocínios”, diz ele, referindo-se tanto à nova casa quanto às viagens programadas pelas 18 cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC).

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