DENÚNCIA FALSA

Polícia descarta furto de relógio de 28 mil reais de ‘influencer’ nas dependências de Viracopos

Sumiço do objeto foi denunciado no mês passado em boletim de ocorrência on-line

Bargas Filho/[email protected]
03/06/2026 às 17:15.
Atualizado em 03/06/2026 às 17:15
A influenciadora digital Amanda Maria da Silva Castanha (Reprodução: Rede Social)

A influenciadora digital Amanda Maria da Silva Castanha (Reprodução: Rede Social)

A Polícia Civil informou ontem (2) que “não existem indícios mínimos e consistentes” de que o relógio Cartier Panthere Steel, avaliado em R$ 28 mil, da influenciadora digital Amanda Maria da Silva Castanha, tenha sido furtado nas dependências do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. O sumiço do objeto foi denunciado no mês passado por Amanda como crime de furto, em boletim de ocorrência on-line registrado na Delegacia Eletrônica da Secretaria da Segurança Pública (SSP). A influencer também publicou vídeos em suas redes sociais, acusando que foi vítima de furto. A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos informou que poderá adotar “medidas judiciais cabíveis para resguardar” a imagem institucional. 

A delegada Juliana Belinati, da 4.ª Delegacia de Atendimento ao Turista (DEATUR), disse que as investigações que concluíram que o relógio não foi furtado no aeroporto foram realizadas com trabalho de campo, com a coleta de depoimentos dos funcionários do setor de inspeção do terminal de embarque doméstico do aeroporto, com análise das imagens do aparelho de raio-x, avaliação de mais de duas horas das imagens das câmeras de monitoramento de Viracopos, “desde o momento do desembarque internacional da vítima até o seu embarque doméstico”. Por isso, segundo a delegada, ficou apurado que não ocorreu o furto nas dependências do aeroporto. 

A influencer registrou em boletim de ocorrência que desembarcou no Brasil, proveniente dos Estados Unidos, no dia 23 de maio, por volta das 6h20min. E que, no canal de inspeção do terminal de embarque doméstico, sua bolsa foi revistada e teria ficado nas mãos de funcionários. E, quando ela chegou em casa, em Pernambuco, notou que o relógio de luxo não estava mais dentro de uma caixa, em sua bolsa. 

“A bolsa da vítima estava sob sua vigilância direta e de seu marido, durante toda a permanência no aeroporto, não sendo notada a aproximação suspeita ou o acesso de terceiros ao objeto”, informou a delegada. “Por fim, em análise das imagens do raio-x, conclui-se que, em ambas as passagens da bolsa da vítima, o conteúdo da bolsa permaneceu inalterado, o que reforça que não houve qualquer manipulação ou tentativa de manipulação no conteúdo da bolsa, bem como é possível visualizar a presença do relógio dentro dela”, explicou a responsável pela investigação. 

A Polícia encerrou o inquérito com a constatação de que “o suposto furto não ocorreu nas dependências do aeroporto”. Por isso, a concessionária que administra o terminal informou que, além de resguardar a imagem institucional, pretende adotar medidas para “coibir a divulgação de informações inverídicas ou divulgadas sem a devida apuração dos fatos”. 

“Os agentes de proteção da Aviação Civil são profissionais devidamente capacitados e qualificados para o exercício de suas funções, atuando com rigor técnico, responsabilidade e comprometimento”, informa a nota da Concessionária. 

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