TENSÃO CONSTANTE

Onda de furtos preocupa os moradores da Ponte Preta

Crimes se intensificaram no último mês e até um abaixo-assinado foi feito pedindo providências

Alenita Ramirez/ alenita.ramirez@rac.com.br
04/08/2022 às 09:32.
Atualizado em 04/08/2022 às 09:32

Imediações do bairro Ponte Preta, cuja população vem sofrendo com o recente aumento da criminalidade (Gustavo Tílio)

Uma onda de furtos preocupa moradores e comerciantes do bairro Ponte Preta, em Campinas, localizados na região da Sanasa e Farmácia de Alto Custo e até um abaixo-assinado foi feito pedindo providências. Segundo as vítimas, os crimes ocorrem desde o início do ano, mas se intensificaram nos últimos 30 dias. Os criminosos chegam a voltar diversAs vezes, em dias distintos, em um mesmo local. Uma das vítimas, teve o seu restaurante invadido quatro vezes, em dias sequenciais, na mesma semana. 

Os criminosos levam desde torneira, fiação elétrica, até gradil de muro. Os delitos acontecem em qualquer horário do dia, mas as ocorrências dobram à noite. A suspeita das vítimas é a de que o crime é praticado por um mesmo morador em situação de rua que vive na região. Entretanto, algumas vítimas avistaram uma mulher e dois homens.

Nesta semana, uma loja de roupas recém-inaugurada foi invadida duas vezes em um período de 24 horas. Na primeira vez, foi retirada uma grade da janela e, do interior da loja, foram levadas roupas, caixas de ferramentas, dois notebooks e R$ 200, em dinheiro, do caixa. A grade ainda não estava chumbada. 

A lojista, Fernanda Zocca Gonçalves, estimou um prejuízo de quase R$ 13 mil. “Da primeira vez, quando cheguei na loja, vi como estava e não acreditei. Fiquei em estado de choque. Imediatamente solicitei a instalação de câmaras de segurança e alarme, além de chumbar a grade na janela. Achei que tinha resolvido, mas, à noite, tentaram arrombar a porta. O alarme tocou e o criminoso fugiu. A ação foi registrada pelo sistema de câmeras. Agora vou colocar cerca elétrica. Assim não dá, né!, desabafou Fernanda.

Há 20 dias, a empresária Lucilene Aparecida Cassiani Alves teve seu restaurante, que fica a cerca de 100 metros da Farmácia de Alto Custo, invadido quatro vezes em um período de quatro dias. Em uma das ocorrências, o ladrão, que foi detido, chegou a deixar uma vela acessa sobre um plástico, o que, por pouco, não causou um incêndio no estabelecimento. “O restaurante é todo fechado e o muro da frente é alto. Entraram pela lateral, onde fica uma loja, que também tem muro alto. O alvo foram as panelas antigas, que ficam no andar térreo. Levaram diversas. Colocamos cerca elétrica, mas isso não os inibiu. Fizemos uma ‘armadilha’, na porta que eles estavam arrombando, mas não adiantou. Eles entraram. Descobrimos a invasão porque uma vizinha viu e ligou para a polícia”, contou a empresária. 

O suspeito foi detido dentro do imóvel, mas, um dia depois, já estava na rua, segundo a vítima. Na mesma rua do restaurante, um casal de idoso também teve a casa invadida por dois homens e uma mulher. A sorte dos idosos foi que moradores viram a ação e ligaram para a polícia, que chegou em poucos minutos, mas os criminosos fugiram. 

Em uma clínica, em outra rua perto do restaurante, os criminosos furtaram por duas vezes a fiação. “Levam de um tudo, de utensílios a vasos sanitários. Outro dia, furtaram a torneira que uso ao lado de minha banca. Tiraram quase todo o gradil de uma casa desabitada. Eles pulam o muro, sobem em telhados... Está muito complicada esta região”, comentou o comerciante Dagoberto Rizzo. “A audácia dos criminosos é muito grande”, emendou Fernanda.

Revoltados com as ações, os moradores enviaram um abaixo-assinado ao vereador Otto Alejandro (PL), que enviou ofício ao comando do 35º Batalhão da Polícia Militar (PM) e à Guarda Municipal (GM), pedindo medidas de segurança para o local. 

A reportagem procurou por e-mails a PM e a GM para comentar sobre medidas de segurança a serem tomadas, mas até às 16h de quarta-feira (3) não houve retorno. No momento em que a reportagem conversava com os moradores, uma viatura da PM patrulhava o bairro. 

O presidente do Conselho de Segurança União Centro-Leste, que responde pela Ponte Preta, João Carlos Pontin, confirmou que as reclamações sobre furto nas regiões que abrangem a área central de Campinas aumentaram, mas frisou que logo que o órgão é notificado, são feitos pedidos para que as polícias façam patrulhamentos. “Representamos 30 bairros e cada um tem uma característica diferente. A nossa maior preocupação é conscientizar a população, mostrar a importância da segurança primária individual e coletiva. Temos grupos de WhatsApp, então, quando alguém vir algo estranho, deve comunicar isso nos grupos ou chamar a polícia. Essa ajuda é muito importante”, concluiu.

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