Pela primeira vez em 23 anos, número de assassinatos ocorridos em Campinas ficou abaixo de 100
Os anos com os índices mais baixos, excluindo 2023, foram 2021 (107), 2016 (115), 2022 (116) e 2015 (121) (Kamá Ribeiro)
A taxa de homicídios dolosos, caracterizados pela intenção de matar, experimentou uma queda significativa de 27,24% em Campinas durante o ano de 2023, em comparação com o ano anterior. A Polícia Civil registrou 86 casos no último ano, em contraste com os 116 ocorridos em 2022, conforme revelam os dados fornecidos pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP).
Essas estatísticas assumem uma importância ainda maior ao constatarmos que, pela primeira vez em 23 anos, o número de homicídios registrados na metrópole ficou abaixo de 100. Destaca-se, ademais, uma notável redução desde o ano de 2001, quando a cidade atingiu um triste recorde de 542 homicídios. Os anos que lideraram as estatísticas com os maiores números foram, além de 2001, 2003 (495), 2002 (453), 2004 (362) e 2005 (200). Por outro lado, os anos com os índices mais baixos de assassinatos intencionais, excluindo 2023, foram 2021 (107), 2016 (115), 2022 (116) e 2015 (121).
Embora o balanço referente a janeiro de 2024 ainda não tenha sido fechado pela Pasta responsável, é importante ressaltar que Campinas já registra alguns casos no primeiro mês do ano. Esse dado indica a necessidade contínua de atenção e esforços na área da segurança pública para manter e aprimorar os resultados positivos alcançados em 2023.
No período mais recente, um caso grave foi notificado na madrugada de quinta-feira (25). Um homem, aparentando cerca de 35 anos, foi vítima de homicídio e abandonado na Estrada Municipal José Sedano, localizada na entrada do bairro Vila Olímpia, próximo ao distrito de Matão, em Sumaré. A descoberta macabra foi feita por moradores locais, que imediatamente acionaram as autoridades.
Conforme informações fornecidas pela Polícia Militar (PM), o corpo da vítima estava amarrado nos braços e pernas com cordas, enquanto as calças estavam abaixadas. Um saco plástico estava amarrado em seu pescoço, e ao lado do cadáver, encontravam-se uma fronha de travesseiro e um pedaço de fibra.
Um relato de um observador ocular que testemunhou o despejo do corpo, embora tenha optado por permanecer anônimo, foi compartilhado com a PM. Segundo esse relato, indivíduos em um veículo vermelho, em movimento, lançaram o corpo pela janela e fugiram em seguida.
Ao chegar ao local, os policiais militares solicitaram o resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que confirmou o óbito por asfixia. Curiosamente, apesar dessa causa de morte, não foram identificados sinais de esganadura no corpo.
Durante a análise do local, os peritos da Polícia Científica encontraram uma pulseira e um comprovante de compra do mesmo dia, provenientes de uma loja de games na cidade de Hortolândia. O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML), enquanto o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) será encarregado da investigação desse perturbador acontecimento.
MAIS UM EPISÓDIO
No primeiro dia do ano, um homem de 33 anos foi brutalmente assassinado a facadas no Jardim Campo Belo, ainda nas primeiras horas da madrugada. A Polícia Militar recebeu o chamado por volta das 3h para atender à ocorrência na Rua Erica de Andrade.
Uma equipe de perícia técnica foi acionada e identificou nove perfurações no corpo do rapaz, que jazia na via pública. A vítima foi posteriormente identificada como Thiago Castro Ferreira, de 33 anos. O crime, sem testemunhas presenciais, permanece sob investigação pela 2ª Delegacia Seccional de Campinas.
Outro caso ocorreu no dia 20 do último mês, na região do 7º Distrito Policial. Nesse caso, um homem, alegadamente sob efeito de drogas, desferiu golpes fatais com uma barra de ferro no namorado da mãe, durante as primeiras horas da madrugada. O suspeito evadiu-se de carro imediatamente após o ato e, até o momento, encontra-se foragido. Esse lamentável episódio representa o segundo homicídio do ano.
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