‘OPERAÇÃO SUFOCO CINISCA DESMA’

Forças de Segurança deflagram ação contra receptação de peças em Campinas

Dezenove revendedoras suspeitas de envolvimento com desmanches ilegais de veículos foram vistoriadas

Alenita Ramirez/ alenita.ramirez@rac.com.br
05/08/2022 às 09:06.
Atualizado em 05/08/2022 às 13:48

No balanço parcial, ainda durante a operação que envolveu também o Detran, 59 veículos foram apreendidos em vários pontos da cidade (Dominique Torquato)

As Forças de Segurança Pública de Campinas deflagraram na quinta-feira (4) a operação “Sufoco Cinisca Desma”, direcionada aos receptadores de peças automotivas ilícitas. A iniciativa envolveu as polícias Militar, Civil e Guarda Municipal, além do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran), Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e a Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo (Seplurb). 

Dezenove revendedoras de peças usadas suspeitas de envolvimento com desmanches ilegais foram vistoriadas. Destas, dez foram lacradas e cinco não tinham alvará de funcionamento e os proprietários foram intimados pela Prefeitura. Um homem de 22 anos foi preso em flagrante por adulteração de sinal de identificação.

A operação aconteceu em diversas regiões de Campinas. Entretanto, boa parte dos alvos estava centralizada na Avenida Engenheiro Francisco de Paula Souza, região do 35º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPMI) e na região do 47º BPMI.

“Essa iniciativa visa a inibir furtos e roubos de veículos, mediante a fiscalização de desmanches que não têm o certificado de funcionamento. Procuramos por peças de origem ilícita”, explicou o tenente da 1ª Companhia do 35º BPMI, Matheus Zopolato Cavalcante. 

“Importante destacar que essa operação está sendo realizada entre os diversos órgãos de segurança pública, disponíveis em Campinas, possibilitando uma assertividade nas ações e também o melhor desempenho na ação da polícia, visto que ela deu celeridade em todo o processo, sem contar que todos serviços necessários, desde a segurança, a fiscalização e atuações, estavam no mesmo local. Isso agilizou o processo e deu um retorno melhor à a sociedade”, acrescentou Zopolato.

Os estabelecimentos lacrados apresentaram algum tipo de problema administrativo, como falta de etiqueta nas peças, conforme norma do Detran, ou alvará de funcionamento da Prefeitura. Do montante vistoriado, sete são da área de cobertura do 47º BPMI. No caso da prisão em flagrante, a loja fica na Av. Eng° Francisco de Paula Souza e, no local, estavam oito caixas de câmbio com numeração suprimida e sem a etiqueta original do Detran. 

“Nesse trabalho conjunto, a Polícia Civil verifica os crimes e, ao constatá-los, é feito o flagrante. Essas ações de integração são para autuar comércios que vendem peças ilícitas, bem como sua regularização nos órgãos específicos”, esclareceu o investigador chefe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Marcelo Hayashi.

De acordo com o Detran, um dos estabelecimentos que deveria ser fiscalizado estava fechado e em outros dois não foram detectadas irregularidades. 

No balanço parcial, ainda durante a operação, 59 veículos foram apreendidos em outros pontos da cidade. 

Estatísticas

No começo deste mês, a Polícia Militar deu início a um trabalho de intensificação nas operações de combate ao crime, em Campinas. A medida, segundo a corporação, faz parte da estratégia de ações frente à evolução da criminalidade na cidade. O aumento de crimes, como furtos, roubo de carga e estupro, por exemplo, consta na estatística mensal divulgada no último dia 25 pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). 

De acordo com o balanço publicado pela SSP, a cidade registrou nos seis primeiros meses deste ano, 8.917 furtos no município e 949 roubos somente de veículos.

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