ESCALADA DA INSEGURANÇA

Aumento dos casos de furto põe em alerta moradores e Consegs de Campinas

De maio a junho, cidade registrou alta de 26,2% nessa modalidade criminosa, segundo balanço da SSP

Alenita Ramirez/ alenita.ramirez@rac.com.br
27/07/2022 às 09:18.
Atualizado em 27/07/2022 às 09:22

Câmeras de segurança são aliadas nas investigações: no Guanabara, dupla é presa por furtos dentro de veículos (Divulgação)

A atual onda de furtos vem preocupando moradores e representantes de conselhos de segurança de Campinas. De maio para junho, a cidade registrou aumento de 26,2% nos casos de furtos, de acordo com balanço mensal da Secretaria de Segurança Pública (SSP), divulgado na tarde de na segunda-feira (25). O alto índice foi constatado também na comparação dos seis primeiros meses do ano com igual período de 2021: 6.717 furtos em 2021 e 8.917 ocorrências em 2022 - aumento de 32,6%. Vale ressaltar que, nessa modalidade, não estão incluídos os furtos de veículos, que embora tenha registrado uma redução entre maio e junho, de um ano para o outro houve crescimento: 1.448 em 2021 e 1.643 neste ano.

“Há muitos furtos na região do Cambuí, em especial nos estabelecimentos comerciais. É um assunto delicado, porque a questão não envolve apenas a polícia, mas, principalmente, a Saúde Pública. Os furtos são geralmente cometidos por dependentes químicos, que pegam os objetos para trocar por drogas. Então enquanto os governos tratarem o caso como apenas de polícia, não há como equacionar a questão dos furtos. É necessário que a Secretaria de Saúde faça um mutirão para avaliar essa população e fazer o encaminhamento correto para ajudá-la”, defende o presidente do Conseg Cambuí, Eduardo Cruz.

Tanto a Polícia Militar quanto a Civil e Guarda Municipal atribuem boa parte dos furtos - como os de fios, torneiras, hidrômetros e prédios abandonados - a moradores em situação de rua que são dependentes químicos.

Em junho, o Jd. Ieda viveu uma onda de furtos de grades de boca de lobo e até de lixeira. Os crimes eram praticados na madrugada e os envolvidos usavam carriolas para o transporte das peças. E eles não perdoaram nem mesmo uma lixeira comunitária, que foi derrubada por um carro desgovernado. 

“O furto foi em plena luz do dia. Dois homens pegaram a lixeira, que pesava cerca de 200kg e carregaram nas costas. Um absurdo!”, comentou um aposentado, de 68 anos, que preferiu não ser identificado. 

Na segunda-feira (25), dois homens foram presos em flagrante, suspeitos de praticarem furtos no interior de veículos, na região do bairro Guanabara. Com a dupla foi apreendido um objeto pontiagudo, usado para quebrar vidros de carro. 

Segundo o PM, Paulo César, a dupla provavelmente vinha agindo no bairro há pelo menos um mês. Eles foram presos depois que um empresário de 40 anos teve seu carro danificado e avisou a polícia. Os dois foram detidos ainda no bairro, minutos depois do crime. Os suspeitos têm idades entre 30 e 40 anos e um deles registra passagem por receptação e furto. 

Apenas a área central somou 2.434 ocorrências

De acordo com o balanço da SSP, o 1º DP, que abrange a região central de Campinas, foi o que mais registrou ocorrências de furto no mês de junho: 2.434 ocorrências. O 4º DP, que responde pela área do Taquaral, vem em segundo lugar, com 1.073 registros. O 3º DP, da região do Castelo, com 870 registros e, na sequência, o 9º DP, no Jd. Aeroporto, com 701 ocorrências de furtos. As demais unidades tiveram registros abaixo de 600 casos. O 12º DP, em Sousas, foi o que teve o menor registro em junho: 119 casos. 

Além de pedestres, em que os criminosos furtam carteiras e celulares, o crime também foi praticado, em grandes proporções, contra estabelecimentos comerciais, inclusive de prédios desativados. No calçadão da Rua 13 de Maio, por exemplo, houve invasão em lojas e, em dois casos, os estabelecimentos ficavam a menos de 100m da base da PM. O alto índice também foi considerado no roubo de cargas entre o mês de maio para junho deste ano. De seis casos subiu para dez em junho. Já em relação ao comparativo semestral, houve queda de 40% nos registros (95 casos em 2021 contra 57 neste ano). Os casos de estupro também aumentaram no comparativo semestral. Nos seis primeiros meses de 2021, foram 110 casos, enquanto em 2022, o total foi de 161, o que resulta em uma alta de 46%. Somente no último mês de junho, ocorreram 25 registros, um pouco menos do que em maio, que teve 31.

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