A meta é imunizar ao menos 95% das crianças de 1 a 4 anos; nesse grupo, estimado em 50 mil pessoas, a vacinação é indiscriminada, ou seja, mesmo quem tem o esquema completo deve receber a dose oral (Alessandro Torres)
A Secretaria de Saúde de Campinas aplicou 9.111 doses de vacina contra a poliomielite nas quatro primeiras semanas de campanha. O público-alvo é formado por crianças de até 4 anos, e os imunizantes continuam disponíveis em todos os 68 centros de saúde (CSs) da cidade. A mobilização teve início em 27 de maio e segue até o fim de junho. A coordenadora do Programa de Imunização, Chaúla Vizelli, destacou que a dose é segura e imprescindível para reduzir o risco de reintrodução do vírus da pólio no Brasil.
As doses consideradas no balanço da Saúde foram aplicadas em crianças de 1 a 4 anos. “Em todas as unidades básicas é possível atualizar as cadernetas com outras doses do Calendário Nacional, se necessário”, explicou Chaúla. A meta é imunizar ao menos 95% das crianças de 1 a 4 anos, grupo estimado em 50 mil pessoas. Neste grupo a vacinação é indiscriminada, ou seja, mesmo quem tem o esquema vacinal completo deve receber a dose oral.
Já para menores de 1 ano, se houver necessidade, é feita a atualização do esquema vacinal, com a dose injetável, e os dados entram para a cobertura vacinal de rotina, que em 2023 foi de 92,8%. Por isso, não há meta nesta faixa.
Na primeira semana de campanha, a Pasta levou a vacinação para uma série de locais, além dos centos de saúde. Foram feitas ações em três terminais de ônibus em parceria com a Emdec, um shopping e dois supermercados. Além disso, o Dia D realizado em 8 de junho teve ações em 14 unidades básicas, quatro shoppings, seis supermercados, uma igreja e na Lagoa do Taquaral.
Desde o início da mobilização também houve trabalho de vacinação em 68 escolas municipais. Cada CS selecionou uma instituição de ensino onde foi identificada maior quantidade de estudantes com cadernetas desatualizadas para, além de imunizar contra a pólio, aplicar as outras doses previstas no Calendário Nacional que estavam em atraso.
O último caso de poliomielite no Brasil ocorreu em 1989, sendo que em 1994 houve certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem. No entanto, em 2023 o país foi classificado como de alto risco para a reintrodução do poliovírus pela Comissão Regional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite na Região das Américas.
A doença é considerada grave e caracteriza-se pela paralisia que, em geral, acomete os membros inferiores, de forma assimétrica e irreversível. Os endereços dos centros de saúde e horários das salas de vacinação em cada unidade estão disponíveis na página: vacina.campinas.sp.gov.br.
GRIPE
A Secretaria de Saúde de Campinas aplicou 272.303 doses de vacina contra a gripe nas 13 primeiras semanas de campanha. Os imunizantes também permanecem disponíveis nos 68 centros de saúde (CSs) da cidade e a mobilização vai até o fim de junho. A cobertura geral é de 47,54% entre idosos, gestantes, puérperas e crianças. A vacina é segura e neste ano protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B/Victoria.
Mesmo analisando separadamente, nenhum dos principais grupos prioritários para receber a vacina ultrapassou 50% de adesão. Os idosos estão com a cobertura de 49%, acima das crianças (46,77%), puérperas (24,36%) e gestantes (24,21%).
Desde 2 de maio, todas as pessoas a partir de 6 meses de idade podem tomar a dose contra a gripe. Para receber, basta ir até uma unidade básica e apresentar documento de identificação com foto e a carteira de vacinação (se tiver).
A campanha teve início em 25 de abril. As salas de vacinação funcionam conforme horário de funcionamento de cada CS. O site vacina. campinas.sp.gov.br tem detalhes sobre cada unidade básica, incluindo endereços e contatos.
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