Em dois anos

Campinas tem redução de 17% em casos de gravidez na adolescência

A cidade teve 556 registros de maternidade na adolescência até 2º quadrimestre de 2023

Do Correio.com
29/01/2024 às 14:32.
Atualizado em 29/01/2024 às 14:32
Em dois anos, Campinas tem redução de 17% em casos de gravidez na adolescência (Freepik)

Em dois anos, Campinas tem redução de 17% em casos de gravidez na adolescência (Freepik)

Campinas teve redução de 17% em casos de gravidez na adolescência nos últimos dois anos, de acordo com a Secretaria de Saúde. De janeiro a agosto foram 556 registros de maternidade na faixa 10 a 19 anos, número inferior aos de 2022 e 2021 no mesmo período.

Segundo a Pasta, a divulgação das estatísticas ocorre para destacar o início da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída por uma lei federal de 2019 com o objetivo de disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez nesta faixa etária, quando é considerada precoce.

Os dados registrados no intervalo foram:

Até 2º quadrimestre

2021 - 670 (7,76%)
2022 - 602 (6,98%)
2023 - 556 (6,74%) 

Anual

2021 - 981 (7,66% do total)
2022 - 862 (6,81% do total)
2023 - dados ainda serão consolidados

“Atualmente elencamos a anticoncepção na adolescência como prioridade, incentivando o uso de métodos reversíveis de longa duração, inclusive com inclusão de adolescentes no protocolo do município de uso do implante subdérmico de etonogestrel e do dispositivo intrauterino de levonorgestrel”, explicou a coordenadora da Área da Mulher do Departamento de Saúde, Miriam Nobrega.  

A coordenadora também explicou o impacto da vulnerabilidade social nos resultados do perfil. “A taxa de gravidez na adolescência em Campinas é menor que a taxa do Sudeste. Em 2022 foi de 6,9% do total de nascidos vivos, sendo que 6,2% são usuárias do SUS e 0,7% de convênios. O dado demonstra a vulnerabilidade social impactando neste aspecto”, ressaltou.

A lista com fatores de predisposição da gravidez na adolescência inclui:

  • Desinformação sobre sexualidade, direitos sexuais e reprodutivos.
  • Falta de acesso à proteção social e ao sistema de saúde, com barreiras ao uso dos métodos contraceptivos.
  • Questões emocionais, psicossociais e contextuais.
  • Causas inerentes ao desenvolvimento psíquico ou fatores culturais: o adolescente tem pensamentos mágicos e inconscientes de ser amado/a ou de ser conquistado/a.
  • Falta de um projeto de vida e expectativas de futuro e de educação.
  • Pobreza, famílias disfuncionais e vulneráveis.
  • Abuso de álcool e outras drogas
  • Situações de abandono, abuso/violência
  • A gravidez pode refletir, por parte dos adolescentes, como algo gratificante, do ponto de vista pessoal e afetivo. É um momento no qual as adolescentes imaginam e projetam o papel de mãe, frequentemente, com pouca maturidade, de forma positiva, irrealista e idealizada, identificando a tarefa de cuidar de um bebê como fácil e divertida.
  • Muitas vezes, a gravidez é desejada pela jovem, inclusive como resposta ao meio que a circunda ou como forma de exercer a sexualidade, de ser incluída e aceita socialmente, ou ainda por gerar benefícios financeiros futuros para a família.
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