O óbito mais recente, divulgado anteontem pela Secretaria Municipal de Saúde, é o de uma mulher de 90 anos

Orientação é que as pessoas dos grupos prioritários que ainda não se vacinaram procurem uma unidade de saúde o quanto a (Alessandro Torres)
O número de mortos por gripe em Campinas este ano subiu para oito. O óbito mais recente, divulgado anteontem pela Secretaria Municipal de Saúde, é o de uma mulher de 90 anos, que tinha comorbidades e não estava vacinada. A cidade também contabiliza 91 casos da doença só este ano. A vacina está disponível nos centros de saúde da cidade. No entanto, a cobertura continua baixa.
A morte por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocada pelo vírus Influenza, causador da gripe, ocorreu em 9 e maio último. Em 2025, o município contabilizou 552 casos e 67 mortes. Dos óbitos, 53 foram de pessoas que não tomaram a vacina contra a doença.
Entre os 14 residentes que receberam o imunizante, 12 estavam adequadamente imunizados, pois a vacina leva 15 dias para garantir a proteção ideal. Duas pessoas apresentaram os sintomas da doença antes deste período. Além disso, 66 pessoas tinham doenças preexistentes e pertenciam ao grupo de risco.
VACINA
Até a última terça-feira, 12 de maio, Campinas aplicou 170.961 doses da vacina da gripe, cuja estratégia começou em 28 de março deste ano. Desse total, 110.985 foram destinadas ao público-alvo do Calendário Nacional de Vacinação — crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos. Nos idosos, a cobertura vacinal é de 42,08%, ou 94.121 pessoas; nas crianças de 6 meses a menores de 6 anos, são 19,75% (13.495); gestantes, 39,18% (3.369).
Neste ano, a vacina protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B. A vacina da gripe pode ser administrada de forma simultânea a outras vacinas do Calendário Nacional. Para receber a dose, basta apresentar a carteira de vacinação (se tiver) e um documento de identificação com foto. Não é necessário agendamento. As crianças ou adolescentes devem estar acompanhados dos pais/responsáveis ou levar autorização.
A recomendação é para que a vacinação seja feita o quanto antes para que o maior número possível de pessoas estejam protegidas durante a sazonalidade da doença, nas estações de outono e inverno. A meta é atingir 90% de cada grupo do Calendário Nacional de Vacinação, que são crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos.
Os imunizantes são direcionados, além dos idosos, gestantes e crainças, a pessoas com doenças crônicas, povos indígenas e quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde e da educação, profissionais das forças de segurança e salvamento, profissionais das Forças Armadas, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo, trabalhadores portuários e dos Correios, população e funcionários do sistema de privação de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).
ALERTA
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo divulgou um alerta convocando toda a população dos 645 municípios a se protegerem das doenças respiratórias agudas, como a gripe, por meio da vacinação. A campanha deste ano começou em 28 de março e segue até o dia 30 deste mês, com o foco nos grupos prioritários que são mais vulneráveis a quadros graves da doença.
A vacinação é a principal medida de prevenção contra a influenza e deve ser feita antes da intensificação do frio, período em que aumenta a circulação de vírus respiratórios e cresce o número de casos de síndrome gripal. A orientação da Pasta é que a população não deixe a imunização para a última hora, especialmente crianças, idosos, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades, imunossuprimidos e demais públicos elegíveis.
“Com a chegada do outono e a proximidade do inverno, a proteção se torna urgente. A vacina reduz o risco de agravamento da doença e contribui para evitar a sobrecarga dos serviços de saúde”, cita o alerta da Secretaria. Até a dia 11 deste mês, o Estado registrou 13.954 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Desses casos, 823 evoluíram para óbito.
Segundo a Pasta, desde março, já foram aplicadas 3.371.946 doses da vacina contra a influenza em todo o estado, o que representa uma cobertura vacinal de 29,74%, índice abaixo da meta da campanha, que é de imunizar 90% do público-alvo. A orientação é que as pessoas dos grupos prioritários que ainda não se vacinaram, procurem uma unidade de saúde o quanto antes.
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