NA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS

Americana pode confirmar o 3º caso de varíola dos macacos

Material foi coletado para exame na segunda-feira em um motorista de aplicativo de 39 anos

Ronnie Romanini/ ronnie.filho@rac.com.br
21/06/2022 às 09:07.
Atualizado em 21/06/2022 às 09:07

Com o surto da doença na Europa, Espanha e Alemanha anunciaram o início restrito da vacinação no dia 9 de junho, visto que a disponibilidade de imunizantes é baixa (Adriana Toffetti/Estadão Conteúdo)

Mais uma cidade da Região Metropolitana de Campinas (RMC) aguarda um resultado de laboratório para confirmar a possível chegada da varíola dos macacos em seu território. Em Americana, um motorista de aplicativo de 39 anos, sem histórico de viagem a países da Europa ou contato com pessoas suspeitas, teve na segunda-feira (20) o material para análise e diagnóstico coletado e enviado ao Instituto Adolfo Lutz para a confirmação da doença. São oito casos confirmados da doença no Brasil, sendo que dois deles estão na RMC - um em Indaiatuba e outro em Vinhedo. 

O paciente de Americana chegou ao Pronto Atendimento do Antônio Zanaga na sexta-feira passada (17) e foi transferido ao isolamento no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi. Ele recebeu a alta médica no domingo. Todas as pessoas que tiveram contato direto com ele estão assintomáticas e continuam sendo monitoradas pela Vigilância Epidemiológica. 

A suspeita começou depois que o paciente apresentou sintomas como febre, dor no corpo e dor de cabeça. Depois de três dias, manifestações mais específicas surgiram, como as lesões cutâneas, vesiculares, espalhadas pelo corpo. 

Indaiatuba e Vinhedo

Em relação ao caso confirmado de Varíola dos Macacos em Indaiatuba, ontem, a assessoria de imprensa do município informou que o paciente, um homem de 28 anos, está estável, com boa evolução, e no 14º dos 21 dias programados para o isolamento. Também isolado, mas sem sintomas, está o contactante direto dele. 

Assim como o morador de Indaiatuba, o homem de 29 anos, de Vinhedo, também com confirmação para a doença, está em isolamento domiciliar e registra histórico de viagem para Portugal e Espanha, portanto, ambos os casos são tratados como importados.

Dos oito registros da doença no Brasil, o último aconteceu na cidade de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Trata-se de um homem de 25 anos que, assim como no caso suspeito de Americana, não viajou ao exterior e nem teve contato com pessoas de fora do país.

Quatro contaminados estão no Estado de São Paulo - dois na RMC -, dois no Rio Grande do Sul e outros dois no Rio de Janeiro. Ontem, o primeiro brasileiro que recebeu a confirmação da doença, Anderson Ribeiro, de 41 anos, teve alta do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, depois de cumprir um isolamento de duas semanas. Ele pegou a doença em uma viagem para a Europa e o diagnóstico saiu no dia 9 de junho. Anderson já está com as feridas cicatrizadas e disse se sentir bem.

No mundo, até o último dia 15, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu 2.103 notificações de casos confirmados e uma morte. A Europa representa 84% dos casos conhecidos.

A Varíola dos Macacos é transmitida por meio de contato físico próximo (como abraço, beijo e relações sexuais). Para prevenção, deve-se evitar também o compartilhamento de roupas, lençóis e toalhas com alguém suspeito ou contaminado. Os sintomas vão desde calafrios, febre e dores musculares e de cabeça até as erupções cutâneas.

Com o crescente surto da doença no continente europeu, alguns países já iniciaram campanhas de vacinação. No último dia 9, a Espanha e Alemanha anunciaram o início restrito da vacinação, visto que a disponibilidade de vacinas nestes países ainda é baixa. 

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