OPINIÃO

Saúde, deficientes e caos

03/06/2013 às 05:00.
Atualizado em 25/04/2022 às 16:30

Saúde 1

Maria Antonieta F. Biral

Aposentada, Campinas

Aqueles que precisam do sistema público de saúde no Brasil estão sentenciados à morte pela falta de atendimento médico, exames complementares, internações e disponibilidade de UTIs. Os descasos dos governos, federal, estadual e municipal chegam ao cúmulo da ofensa, desrespeito e falta de humanidade. Saúde é um direito da população. Agora se promulga uma lei que determina em até dois meses da descoberta de câncer em um paciente para o início do tratamento. Só que a grande piada é que para conseguir o diagnóstico da doença, há a necessidade de exames complementares, que demoram por volta de cinco meses ou mais. De que adianta uma lei inconsequente como esta? Acorda governo deste País, seu povo merece um tratamento digno, a que tem todo direito. (…)

Saúde 2

Celso Andrade

Empresário, Campinas

Lendo o Correio Popular, ou pela mídia televisiva e escrita, não há com aceitar, que pessoas que tenham mais dificuldade de se inteirarem dos fatos possam ser totalmente enganadas por propagandas SUS, do governo do Brasil, com respeito a saúde pública. Nas propagandas (caras, acredito), a saúde do brasileiro é uma maravilha, com equipamentos de última geração, médicos dos mais conceituados e ambientes maravilhosos, que acolhem os pacientes de uma forma humana e respeitosa. Na realidade, a coisa é bem diferente. Será que as “autoridades”, (inclusive o Lula, a Dilma e ministros) quando necessitam são atendidas pelo SUS nos hospitais Sírio Libanês, Albert Einstein ou outros de primeira linha? Gente, chega de enganação. (...) Vamos renovar tudo, governo federal, estadual, prefeituras, senado e câmaras, federal, estaduais e municipais.

Saúde 3

Armando Mendonça

Advogado, Campinas

A presidente da República acaba de doar R$ 50 milhões à saúde de outros países, bem como abrir mão de US$ 900 milhões para países africanos, enquanto por aqui a saúde pública grita por socorro! As Santas Casas em situação falimentar. Que país é este, onde o dinheiro arrancado do sangue do contribuinte é jogado pela janela da bondade e da arrogância? Que país é este? Mães carregando seus bebês retornam dos hospitais chorando por falta de profissionais da pediatria. Que país é este? Idosos morrem nos corredores dos hospitais por falta de assistência médico/hospitalar. Que País é este? Enquanto o dinheiro dos brasileiros é doado a outros países, vive a sociedade brasileira dramas de toda a ordem por conta de uma saúde pública sucateada, inexistente e sem resposta convincente por parte do governo. É o nosso País de hoje, de fraque sim, mas bunda de fora! (...)

Deficientes

Ezenilda dos Santos da Silva

Aposentada, Campinas

Na audiência que antecedeu a aprovação da lei 93/13 (22/5) fui apontada em alto e bom som como a única cidadã contrária à criação da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida pelo “nobre” vereador Rafael Zimbaldi (PP). Além de mostrar-se alheio e distorcer o questionamento, sua alusão foi tendenciosa, infeliz e oportunista. Convido o “nobre edil” a entrar nessa luta para somar e não para criar instabilidade entre os próprios deficientes. Nós que fazemos parte desse segmento não fomos devidamente ouvidos para a elaboração desta lei. Devemos sim ficar atentos no sentido de fiscalizar se essa secretaria realmente cumprirá sua função social. (…)

CNJ

Juscelino Vieira Mendes

Advogado e professor, Campinas

Direi algo sobre a decisão do CNJ e sua resolução 175/13. Os cartórios deveriam descumprir essa aberração jurídica, porquanto nascida no vício da arrogância e do desrespeito ao Estado de Direito e à CF/88. O CNJ fere a Constituição para atender a uma minoria bem-sucedida, que, vorazmente busca direitos, venham de onde vierem, com argumentação falaciosa, pouco se lixando para o que dizem as leis divinas (já que muitos, destas fazem referência), e às leis convencionais (CF etc.) sobre família e casamento. A filosofia atual parece ser a de Voltaire: “Mentez, mentez toujours, il en restera quelque chose“ (Minta, minta, minta sempre. Alguma coisa restará). Tem restado muita coisa. E será irreversível, sob a guarda de nossos tribunais!

Educação

Fabio Biral

Jornalista, Campinas

Muito bom o artigo da professora Kátia Rosa Kikumoto: 'A importância da escola', de 27/5, porque abrange vários aspectos da alimentação. Como consequência de uma alimentação inadequada, principalmente das crianças no início dos seus atos alimentares, haverá comprometimento para a saúde e também para a renda pública. Desde cedo, notam-se crianças obesas, visíveis aos pais e professores, e que podem ser passíveis de correções. A probabilidade maior é que os pais sejam os que proporcionam alimentação inadequada. Portanto, a correção deve ser familiar. Sobre as indústrias que praticam e condicionam o hábito alimentar indevido, deveria haver interferência governamental junto a elas nesse processo. Mas o objetivo financeiro predomina em relação à alimentação saudável.

Intolerância

Luis Lima

Porteiro e escritor, Campinas

O MP lançou a campanha “Conte até dez”, com o objetivo de sensibilizar a população na prevenção de assassinatos por impulso. Agora, dentro dos condomínios, que é minha área, está acontecendo um show diabólico da intolerância. Chegamos ao absurdo de um empresário assassinar pai e mãe pelo simples motivo do choro de uma criança. Morar em condomínio exige de cada um de nós menos individualismo e mais tolerância e companheirismo entre moradores e funcionários. Hoje está difícil conviver com os “lampiões guerreiros da morte”, que assustam e assombram aqueles bons cidadãos que já moram ou aqueles que pretendem morar nos condomínios tanto verticais quanto horizontais. (…) Quem tem paciência e respeito, não precisa contar até dez, pois, além de cumprir as regras, a paz já faz morada dentro do seu coração.

Caos

Sebastião Silveira Andretta

Aposentado, Campinas

Quero voltar um pouco no tempo e lembrar da minha juventude, lá na minha terra, lembrar de comentários de que naquele período existia uma formiga chamada saúva e que diziam que ou o Brasil acabava com a saúva ou saúva acabaria com o Brasil. Trazendo para os nossos dias, podemos comparar este ditado à atual situação que vivenciamos em relação às drogas, corrupção e impunidade e que se nossos legisladores, que se encontram em sono profundo e inércia total, não mexerem nas leis, estaremos perdidos. Um outro ditado cabe bem aqui, é que antigamente até se amarrava cachorro com linguiça, nos dias de hoje, cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça. (…) Se nada for feito, em breve teremos narcotraficante entre outros subindo a rampa do Planalto para pedir audiência buscando preservar seus direitos. Acordem autoridades!

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