MOGI GUAÇU

Restaurante em que botijão de gás explodiu estava sem alvará

Quatro pessoas ficaram feridas após explosão durante troca de botijões

Tatiane Quadra
tatiane.silva@rac.com.br
06/02/2013 às 05:00.
Atualizado em 26/04/2022 às 05:35

O restaurante em que houve uma explosão durante a troca dos botijões de gás no Centro de Mogi Guaçu não tinha alvará desde 2009. 

Quatro pessoas ficaram feridas e uma grávida passou mal após o acidente na manhã desta terça-feira (5). Segundo a Polícia Civil, ocorreu um vazamento de gás durante a troca dos botijões que abastecem a cozinha do estabelecimento.

Um eletricista também fazia manutenção no quadro de energia do local durante o incidente, o que pode ter gerado a faísca. Das vítimas, duas estão em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa da cidade.

A explosão ocorreu por volta das 9h45 na Rua Apolinário e estourou portas e janelas de vidro, além de danificar a fachada do local. O comerciante Sebastião Teixeira, 49 anos, que fazia a troca do cilindro de gás, estava nos fundos do estabelecimento junto com a filha, Samara Teixeira, 20 anos, e o dono do restaurante, Vilceu Roque dos Santos, 45 anos.

Testemunhas afirmam que o gás vazou por cerca de 5 minutos antes do estouro. Havia cerca de 11 pessoas, entre funcionários e prestadores de serviço. “Eles fecharam a porta e nós só ouvimos o barulho de gás e depois sentimos o cheiro muito forte”, conta a garçonete Camila Juliana de Oliveira, 23 anos. “Quando explodiu eu corri para fora.”

Outra filha de Sebastião, Débora Teixeira, 25 anos, aguardava na calçada e sofreu cortes pelos estilhaços de vidro. As quatro vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros. O Samu atendeu uma vendedora de 21 anos, grávida de 5 meses, que trabalha em uma loja em frente ao local e desmaiou após se assustar com a explosão. Ela recebeu soro e passa bem. 

Estado grave

Segundo informações fornecidas pela Santa Casa, os três queimados tiveram lesões em cerca de 40% do corpo, com ferimentos de 2º grau, além de terem queimaduras internas pela inalação de ar quente. Santos está em situação estável, mas pai e filha estão em coma induzido e correm risco de morte. O hospital aguarda a estabilização do quadro dos dois para solicitar a transferência para uma unidade especializada em queimaduras. 

Dois cilindros de gás foram apreendidos pela polícia para perícia.

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