MILENE MORETO

Recado?

Milene Moreto
milene@rac.com.br
23/04/2013 às 05:02.
Atualizado em 25/04/2022 às 19:09

iG - Milene Moreto (Cedoc/RAC)

Os vereadores de Campinas elevaram o tom na sessão de ontem quando foram debater as declarações de Hélio em entrevista ao Correio no último domingo. O prefeito cassado disse que tem muito a dizer sobre as relações do Legislativo com as questões urbanísticas em Campinas. Os parlamentares disseram que se Hélio quer falar, que fale. Para eles, ninguém na Casa deve nada a esse respeito. Mas deixaram claro que não vão admitir nenhum tipo de recado de uma pessoa que consideram “sem credibilidade”.

Aqui não!

A fúria dos parlamentares em relação as declarações do ex-prefeito devem agora se voltar para a votação das contas do pedetista reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. O líder da bancada do PSDB, Gilberto Cardoso, o Vermelho, disse ontem que a Casa não vai se intimidar na votação desses processos que se transformam em mais uma ferramenta da inelegibilidade de Hélio que já tem seus direitos políticos suspensos. 

O blog

Em mais uma postagem, o prefeito cassado mirou novamente no PSDB e fez críticas ao trabalho de combate à dengue nos governos tucanos de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. O pedetista afirmou que o combate à doença será uma “pedra no caminho das eleições de 2014”.

Tiro no pé

Muitos petistas não gostaram nada do posicionamento de Hélio, ao dizer que tem relação com os líderes do partido. Muitos acreditam que se a ideia do prefeito cassado era ajudar, ele, na realidade, atrapalhou ao vir a público dizer que vai interferir no processo eleitoral. O que acontece é que a imagem do ex-prefeito está longe de ser reconstruída na cidade. A maioria das lideranças políticas acredita que é muito melhor vê-lo longe.

Congresso

O líder do PSDB no Congresso, o deputado federal Carlos Sampaio, disse ontem que a fala de Hélio foi tardia. Carlão defendeu o trabalho de Artur Orsi na Câmara durante a cassação. Disse que certamente os líderes nacionais do PT estão de “portas abertas” para Hélio, porque a história dele se confunde com a a dos personagens do Mensalão, como a do ex-ministro José Dirceu.

Caso Galterio

A Corregedoria da Câmara realiza hoje a primeira audiência para ouvir pessoas sobre a denúncia contra o vereador Paulo Galterio (PSB) de que ele cobraria taxa para o uso de um campo de futebol público, no Jardim Rossin. A informação é que quatro pessoas foram chamadas, mas nada garante que elas irão comparecer. O fato é que muitos se dizem receosos.

O buraco do Jonas 1

O secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, disse ontem à coluna que ao passar pelo buraco apelidado pelos moradores de “buraco do Jonas” na região do Taquaral, apesar de não ter parado para avaliar o tamanho do problema, ligou imediatamente para os setores competentes, no caso a Sanasa, para que houvesse o reparo. No sábado, segundo Paulella, o buraco foi tapado.

O buraco do Jonas 2

Paulella é categórico ao afirmar que não existe nenhum “desleixo” de sua secretaria em relação aos buracos na cidade e que a Administração tem trabalhado para solucionar o problema. 

E por falar em Sanasa

A Câmara de Campinas aprovou na sessão de ontem o projeto de autoria do vereador Artur Orsi (PSDB) que torna obrigatória a publicação, no Diário Oficial, do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), das empresas contratadas pelo poder público. A exigência vale para publicações das empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações, autarquias e demais órgãos da administração direta e indireta, inclusive a Câmara. Na época do escândalo do Caso Sanasa, o Legislativo teve dificuldade em investigar as empresas denunciadas por falta de transparência nas portarias de contratação.  

Colaborou Bruna Mozer/AAN. 

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