MANIFESTAÇÃO

Protesto suspende culto da igreja de Marco Feliciano em RP

Cerca de 80 pessoas gritaram palavras de ordem em frente à Catedral do Avivamento, na Vila Tibério

Guto Silveira
18/03/2013 às 20:12.
Atualizado em 26/04/2022 às 00:09

Gritando palavras de ordem contra o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC), que preside a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal, um grupo de cerca de 80 pessoas protestou nesta segunda-feira (18) à noite, em Ribeirão Preto, contra a permanência do deputado no posto.

Os manifestantes se concentraram em frente ao Theatro Pedro II e seguiram para a Praça Coração de Maria, na Vila Tibério, onde funciona a igreja Catedral do Avivamento e o deputado prega, como pastor. Mas o templo estava fechado e às escuras. Na porta, um cartaz informa que as celebrações ocorrem todas as segundas-feiras.

Um grupo de oito evangélicos acompanhou da calçada em frente à manifestação, mas os integrantes negaram que os cultos ocorram toda segunda, como informam os cartazes. Também disseram que foram ao local “fazer uma visita” e encontraram a igreja fechada.

“Eu amo homem, amo mulher, tenho direito de amar quem eu quiser. Feliciano, estelionatário, é meu imposto que paga o seu salário”, gritavam os manifestantes, que também chamaram o deputado de racista e homofóbico. E ainda disseram que o parlamentar faz chapinha no cabelo. “Feliciano, seu pilantrinha, é meu imposto que paga sua chapinha”.

Na segunda-feira passada (11), cerca de trezentas pessoas estiveram na porta da igreja para protestar contra Feliciano. Na ocasião, ele esteve no local e participou normalmente do culto. Porém, preferiu sair pela porta dos fundos para não encontrar os manifestantes. 

SOB PRESSÃO 

Os organizadores dos protestos afirmaram, em uma nota de esclarecimento em que citam a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que as manifestações continuarão em todos os locais onde o deputado possivelmente venha a se encontrar, “ou naqueles em que haja pessoas que mantenham ligações diretas com ele”. Quase 30 entidades são citadas como participantes da organização.

Segundo Fábio de Jesus Silva, da Ong Arco Íris, os protestos seguirão até que Marco Feliciano deixe a Presidência da CDHM. Na noite desta terça (19), acontece uma reunião no Memorial da Classe Operária para decidir por uma marcha de manifestantes até Brasília. “Vamos decidir se será uma marcha regional ou nacional”, disse Jesus Silva.

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