iG - Milene Moreto (Cedoc/RAC)
A falta de recolhimento da contribuição patronal dos servidores inativos por parte da Prefeitura de Campinas poderá gerar a reprovação do balancete pelo Conselho Fiscal do Camprev. Se isso acontecer, o Município corre o risco de ter a Certidão Negativa de Débito suspensa. O Executivo deixou de recolher a contribuição patronal dos inativos em 2008 por considerar que o pagamento é inconstitucional. Porém, não houve questionamento na Justiça sobre o assunto e o depósito está previsto na lei complementar 10/2004 que criou o instituto.
Eis a questão!
O valor da contribuição atualizada geraria ao fundo do Camprev hoje um depósito de R$ 256 milhões. O presidente do Camprev, José Ferreira Campos Filho, diz que o pagamento da contribuição patronal dos inativos não está prevista na Constituição, portanto, não deve ser depositada. O fundo do Camprev é formado hoje pela contribuição de 11% dos vencimentos dos servidores e outros 22% do Executivo.
Justiça
Se o balanço for reprovado pelo Conselho Fiscal do Camprev, o secretário de Administração, Silvio Bernardin, disse que vai à Justiça.
Mudanças
A Sanasa trocou alguns de seus diretores esta semana. O diretor administrativo, Fernando Rosilho, deixa o cargo e será remanejado para a chefia de Gabinete. Em seu lugar, foi chamado Lúcio Esteves Júnior, que já atuou na CPFL. O atual chefe de gabinete, Rinaldo da Silva Filho, deverá ser lotado em uma função dentro da diretoria técnica da empresa.
Não agradou
Ao que tudo indica, Rossilho não agradou ao presidente Arly de Lara Romêo e passa a ocupar uma vaga menos representativa na empresa. A informação do Executivo é de que Arly precisava de alguém como Rossilho mais próximo, portanto, o ex-diretor foi lotado na chefia de Gabinete.
Está ruim?
Os vereadores de Campinas reclamam que no atual sistema de telefonia da Casa, implementado na gestão de Dário Saadi (PMDB), as ligações para celular são derrubadas automaticamente após 3 minutos, para que não haja abuso, e para que a conta telefônica não tenha valores astronômicos.
Pode piorar...
Em Goiânia, cidade com o porte de Campinas, a situação é ainda mais rigorosa. Os assessores dos vereadores só podem fazer ligação para Goiás. Interestadual, nem que seja para telefone fixo, nem pensar! Em Campinas, o presidente Campos Filho (DEM) disse que vai rever a situação. Segundo ele, os parlamentares precisam de condições para trabalhar.
Perfeito para Dilma
Jonas fez ontem uma visita técnica na Estação de Tratamento de Esgoto Capivari II. O peessebista foi conferir de perto se tudo está perfeito. O local deve ser inaugurado com a presença da presidente da República, Dilma Rousseff.
Troca de pastores
O fato de o secretário de Transportes, Sérgio Benassi (PCdoB), não atender pessoalmente alguns parlamentares tem rendido além de reclamações, alguns constrangimentos. Isso porque em um anúncio recente Benassi trocou o nome do pastor Elias Azevedo (PSB) pelo nome do pastor Jeziel Silva (PP). O que se ouviu depois foi um riso coletivo.
Para que lado?
Os integrantes do PSDB da região querem reafirmar o discurso de oposição do partido ao PT. O problema, principalmente em Campinas, é que PT e PSDB integram o mesmo governo, nas mãos do prefeito Jonas Donizette (PSB). A situação é delicada para o peessebista. Às vésperas das costuras políticas para a eleição presidencial do próximo ano se consolidarem, ou PT ou PSDB estará fora das agendas de campanha para 2013. Depois disso será difícil reintegrar Campinas nos dois poderes, como defende agora Jonas. Desde sua campanha, o peessebista deixa claro que conta com apoio do governo federal e estadual.