O vereador Artur Orsi (PSDB) protocolou ontem, na Câmara, um pacote de benefícios para os hospitais filantrópicos de Campinas que atendem o Sistema Único de Saúde (SUS). No projeto de lei do tucano consta o parcelamento da dívida das instituições com o Município, isenção tarifária de 70% no uso de água e esgoto, isenção de IPTU e taxa de lixo, além da isenção de taxas e registros de processos emitidos pelo Executivo.
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A proposta de Orsi ainda não passou pelo crivo do prefeito Jonas Donizette (PSB). O vereador marcou uma reunião com o secretário de Saúde, Cármino Antônio de Souza, para amanhã, quando a proposta deverá ser analisada. O tucano disse que o pacotão de incentivos deverá auxiliar os hospitais a saírem da crise e a contribuirem com o apagão da Saúde na cidade com a falta de leitos para atender a demanda.
Fechou o tempo
O acordo entre o Sindicato dos Servidores e o governo Jonas feito sem assembleia causou protestos de vários funcionários e foi parar até na Câmara. Parte da bancada do PT utilizou a tribuna para atacar, principalmente, o secretário de Recursos Humanos, Marionaldo Maciel. Os petistas disseram que Maciel se desmoralizou diante da categoria e que será difícil andar de cabeça erguida no Palácio dos Jequitibás.
Impedido 1
O vereador Paulo Bufalo (PSOL) se envolveu em uma pequena confusão na Junta de Serviço Militar ontem, quando tentou fazer uma diligência no local. Ele pretendia checar a cessão pela Prefeitura de seus funcionários ao departamento. Apesar de sua atitude estar amparada pela lei, os profissionais não permitiram que ele tivesse acesso aos documentos e confirmasse a informação. Indignado, Bufalo esbravejou na tribuna da Câmara durante a sessão de ontem.
Impedido 2
Por outro lado, a Prefeitura informou que é permitida a cessão de profissionais à Junta Militar e que não há nada de ilegal nisso. Segundo o Executivo, por causa do episódio, eles registraram um boletim de ocorrência contra o vereador por perturbação do trabalho e sossego alheio.
Língua afiada
Sem papas na língua, o vereador Professor Alberto (sem partido) não poupou críticas ao falar sobre o polêmico assunto envolvendo o casamento homoafetivo. O parlamentar elogiou as mobilizações nos últimos dias dos evangélicos em defesa do que chamam de família tradicional. Na tribuna, durante a sessão, o vereador disse que as pessoas podem falar mal de todo mundo, mas que não pode haver comentários sobre os gays. “Sei que tem um monte de gente contra os evangélicos também. Precisamos sim de liberdade de expressão”, disse.
No quarto andar
Quem esteve ontem no quarto andar acompanhando a discussão sobre a localização das estações do Trem de Alta Velocidade (TAV) foi o ex-secretário de Planejamento do governo do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT), Alair Godoy. O ex-chefe da Pasta estava ao lado do secretário de Transportes, Sérgio Benassi.
Clima quente
Enquanto a Prefeitura e o Sindicato dos Servidores negociavam na Justiça ontem o fim da greve e o aumento do salário dos funcionários do Executivo, na Câmara, os vereadores estavam preocupados com os próprios contracheques. A informação de que não teriam aumento fez com que os parlamentares protestassem e fossem reclamar com a presidência. Comentou-se no quarto andar que se a situação dos legisladores é difícil, com um salário de R$ 7,4 mil ao mês, imagine como não é a do funcionalismo, principalmente nos cargos de carreira, que muitas vezes conta com uma remuneração de dois salários mínimos.
Colaborou Bruna Mozer/AAN.