LOURIVAL LONGATO JUNQUEIRA

Causos de viagem

31/10/2020 às 08:49.
Atualizado em 27/03/2022 às 18:28
Lourival Longato Junqueira é bacharel em Relações Públicas, Jornalismo e Administração de empresas pela PUC - Campinas (DIVULGAÇÃO)

Lourival Longato Junqueira é bacharel em Relações Públicas, Jornalismo e Administração de empresas pela PUC - Campinas (DIVULGAÇÃO)

Todos sabem que não é possível viajar o mundo sem colecionar bons causos, alguns engraçados, outros assustadores. São histórias pessoais, mas diverte a muitos! Há exatos 30 anos, fiz uma turnê com a minha esposa e um casal de amigos. Alguns dos países visitados foram a Itália, Suíça e França. 1. Puxando malas: Uma das cidades a conhecer era Roma. Procurávamos hotéis de pequeno porte ou casas que alugavam quartos, os conhecidos B & B. Tínhamos o endereço de uma pensão próxima ao Coliseu. Lá chegando, tiramos as malas do carro e fomos direto para a recepção, sendo atendidos pela Sra. Roseta. Ela não falava inglês e nós, muito menos italiano. Na comunicação manual, entendemos que todos os quartos já estavam ocupados e ela para nos ajudar, ligou para uma outra pensão e disse: Seguimi! Lá fomos nós, seguir a mulher pelas ruas e avenidas de Roma, puxando malas... Ela caminhava apressada e parava os carros acenando com as mãos, até gritando. Finalmente, chegamos em um prédio cuja recepção ficava no 7º. andar onde conseguimos os quartos. Roma ficou na história e a Da. Roseta, com os nossos sinceros agradecimentos. 2. Rumo aVentimiglia: No caminho de Gênova para Nice, estávamos perdidos. O mapa em papel, não mostrava exatamente qual estrada seguir. Ao passar por um pedágio, perguntamos ao funcionário da cabine para onde ir e o gentil italiano respondeu que tínhamos de seguir para Ventimiglia, afim de pegar a estrada para Nice. A conversa em italiano, não foi bem assimilada e entendemos que tínhamos de seguir vinte milhas... Erro elementar, confundimos cidade com distância! A poucos metros do pedágio, apareceu uma placa mostrando Ventimiglia e foi aí que entendemos que era a saída que teríamos de pegar. Quase já passando, o meu amigo e fiel motorista, virou o carro tão bruscamente que os nossos anjos da guarda até saíram voando e um caminhão quase nos abalroou. Passado o susto, conseguimos pegar a estrada certa. Ufa! 3. Comendo sopa de aspargos: Em Sarnem, Suíça, após rodarmos vários quilômetros, fomos jantar em um pequeno restaurante onde estavam somente nós e uma garçonete de aparência muito robusta. Após examinarem o cardápio, eles decidiram pedir trutas; eu só pedi um lanche pois estava sem fome. Minutos depois, vieram de entrada, 3 tijelinhas com sopa de aspargos e o meu lanche. De repente, eu olho no prato da minha esposa e vejo bigatos flutuando. Dado o alarme, o mundo parou de girar e todos pararam de comer. A garçonete, notando a insatisfação, veio até a mesa e a única palavra que ela sabia falar em inglês, era: Eat! (Coma!) repetindo várias vezes, até batendo na mesa. Sentindo que a ordem não seria cumprida, ela retirou os pratos muito zangada e trouxe as trutas que não foram muito bem digeridas, pela lembrança anterior... Descobrimos depois, que cozinhar bigatos em sopa é comum nos restaurantes da Suíça. Paira a dúvida... 4. Trocando as botas: Tarde da noite, retornamos ao hotel na Suíça após um dia muito agitado. Notamos que no mesmo andar onde estávamos hospedados, estavam também, vários recrutas cujas botas estavam do lado de fora dos quartos. Havia no corredor pelo menos umas 40 botas, uma ao lado da outra. O amigo, brincalhão como ele só, olhou pra mim e numa conversa telepática, trocamos as botas e amarramos alguns cadarços. Na manhã seguinte, deixamos o hotel bem cedo e presumo que até hoje, estão nos procurando para prestar os devidos depoimentos. 5. Pulando trilhos: Após devolvermos o carro em Paris, seguimos para a estação ferroviária de Marseille. Iríamos para Porto, em Portugal. Demoramos a embarcar e quando percebemos, o trem estava saindo. Subimos no primeiro vagão, puxando malas até chegarmos na cabine reservada. Para a nossa surpresa, a cabine já estava ocupada por uma família e com crianças dormindo; com aperto no coração, tivemos de “expulsá-las”. No caminho para Porto, o amigo e eu, fomos tomar café da manhã no restaurante do trem, que ficava em outro vagão, longe dali. As esposas ficaram. Estávamos nós, tomando o belo café quando o trem parou, se separou, e começou a dar ré. Nós, em um trem e as esposas, em outro. Elas nos viram e começaram a acenar. A sorte foi que o trem parou e saímos correndo feito loucos, pulando os trilhos da plataforma, até chegarmos no vagão onde elas estavam. Imaginem se o trem não tivesse parado! Enfim, esses são alguns causos que ficaram para sempre na lembrança! Lourival Longato Junqueira é bacharel em Relações Públicas, Jornalismo e Administração de empresas pela PUC - Campinas.

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