
O comércio eletrônico é uma realidade consolidada no Brasil e em quase todo o planeta (Reprodução)
O comércio eletrônico é uma realidade consolidada no Brasil e em quase todo o planeta. Reportagem publicada na edição deste sábado pelo nosso jornal mostra que a cada R$ 10 vendidos, R$ 3 são provenientes de compras feitas pela internet no mês de abril na Região Metropolitana de Campinas. A previsão, segundo fontes especializadas no assunto, é que esse fenômeno se mantenha em franca expansão. Com isso, percebe-se uma mudança estratégica nos planos de investimento dos agentes econômicos para se adaptarem a essa revolução de hábitos de consumo. O que já era uma tendência acabou se intensificando na pandemia da covid-19, por força do distanciamento social forçado, que obrigou os consumidores a perderem definitivamente o medo de comprar por meios eletrônicos e também os lojistas resistentes a essa modalidade de vendas a se adequarem rapidamente a ela, sob pena de perder mercado, clientes e faturamento para a concorrência.
Outro dado relevante é que o setor que mais cresceu nesses últimos tempos foi o comércio eletrônico, que apresentou uma alta de 18% no mês passado em comparação ao mesmo período de 2021. Em contrapartida, as vendas tradicionais em lojas físicas evoluíram somente 6,1%. Os dados são da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic). Embora seja um movimento que ganhou força nos últimos 20 anos, o e-commerce surgiu em meados dos anos 60 nos Estados Unidos.
No início, o objetivo era apenas manter uma espécie de catálago virtual de produtos, com os pedidos de compra e pagamento ainda sendo efetuados por meio tradicional, como o telefone, por exemplo. Essa forma rudimentar de comércio virtual evoluiu para sistemas cada vez mais complexos. Na década de 1990, com a popularização da ferramenta e o surgimento de novas tecnologias, duas gigantes da economia demonstraram interesse no sistema: Amazon e E-bay.
Logo, não demorou muito para que essa novidade invadisse o território brasileiro, até que outra gigante do setor, a Submarino, lançasse a sua plataforma de vendas virtuais em 1999, primeiro com a comercialização de livros e depois ampliando para outros produtos, cada vez mais diversificados e sofisticados. Aplicando um salto no tempo, o consumidor moderno dispõe hodiernamente de ferramentas avançadas de comunicação, com transações criptografadas, comandos de voz e inteligência artificial que tornam a experiência de compra algo nunca antes visto. E mais: esse complexo tecnológico ganhou a confiança do usuário, que compra cada vez mais pela internet. O futuro já chegou e não tem volta.