ATENÇÃO

Óculos de sol sem procedência estraga a visão

Em vez de proteger, acessório comprado nas ruas, sem certificação, causa danos à saúde

Willians Menani
17/03/2013 às 05:01.
Atualizado em 26/04/2022 às 00:27
Após usar óculos com procedência comprovada, Marilza não teve mais dor de cabeça (Willians Menani)

Após usar óculos com procedência comprovada, Marilza não teve mais dor de cabeça (Willians Menani)

Não importa a época ou estação do ano, os óculos escuros estão sempre lá a qualquer hora do dia. Com a forte intensidade solar registradas nos últimos tempos, as pessoas cada vez mais procuram se proteger e é aí que pode morar um perigo muito grande. Óculos de sol sem procedência comprovada pelos órgãos reguladores, como o Inmetro por exemplo, podem, ao invés de proteger, prejudicar a visão. O maior inimigo é a radiação ultravioleta (UVA e UVB).

Óculos comprados em lojas de importados populares, camelôs, ambulantes ou lojas sem procedência comprovada não possuem a devida proteção contra os raios ultravioletas, prejudiciais para a saúde ocular.

De acordo com o oftalmologista Américo Inada, o uso indiscriminado de óculos de sol sem procedência comprovada causa sérios danos à visão e para a saúde em geral. Dores de cabeça, cansaço nas vistas, cataratas, conjuntivite, ceratite e outros problemas na córnea são as principais doenças causadas pelo uso irregular do adorno.

O problema, segundo o oftalmologista, é que embora os óculos sejam escuros e aparentemente com fatores de proteção, muitos produtos enganam o consumidor e não possuem os itens essenciais de bloqueio solar. Com isso, os raios entram diretamente no fundo do olho e é ai que vem o perigo. Com a aparente proteção escura no rosto, as pupilas se dilatam e assim os raios entram com mais facilidade no fundo do olho.

Uma dica importante do oftalmologista é que qualquer pessoa que deseja adquirir um óculos de sol, procure uma loja autorizada para a venda para evitar problemas futuros. “Se uma pessoa compra um óculos barato hoje, desses adquiridos em barraquinhas, mais tarde ele se sentirá mal e terá que procurar um oftalmologista para tratamento da visão. Quem já adquire um produto com as especificações necessárias, não terá problemas de saúde e não precisará comprar o produto duas vezes”, finaliza.

Marilza Lopes sabe bem dos perigos causados pelas lentes ilegais. A dona de casa já possuiu vários óculos de sol comprados em barraquinhas de rua e após muita dor de cabeça deixou de usá-los. “Quando você usa um óculos falsificado, rapidinho sua visão está cansada e a dor de cabeça começa."

Temendo problemas futuros com a visão, Marilza optou em adquirir um óculos comprado em uma loja especializada, com nota fiscal, procedência e selo do Inmetro. "Agora eu posso ficar com esse óculos o dia todo que não me acontece nada e eu sei que estou bem protegida", destaca.

Mercado

Segundo a Abióptica, a Associação Brasileira de Indústria Ópticadestaca, só em 2012 foram vendidos quase 19 milhões e meio de peças com receita médica. Esse número é muito maior quando comparado aos óculos vendidos espontaneamente nas redes especializadas. Em 2007 o número de óculos com receitas médicas não chegou aos 11 milhões.

Ao mesmo passo que aumentam as vendas de óculos com proteção, também cresce o número de óculos de sol pirateados. Ainda segundo a Abióptica, só em 2011 foram retirados do mercado 19.051.083 óculos contrabandeados no Brasil. Esse número é incalculavelmente maior contabilizando todas as vendas clandestinas realizadas em todo país. Os dados foram obtidos por meio da Polícia Federal.

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