MILENE MORETO

O primeiro desafio

Milene Moreto
milene@rac.com.br
26/04/2013 às 05:00.
Atualizado em 25/04/2022 às 18:41

iG - Milene Moreto (Cedoc/RAC)

A oposição ao governo do prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), na Câmara promete empenho no que diz respeito às ações que possam mostrar as mazelas do setor da Saúde na cidade. O caos do sistema não é novidade, e entrou num verdadeiro colapso durante a crise política que atingiu o Palácio dos Jequitibás em 2011. A diligência feita por parte da bancada na Câmara ao Hospital Mário Gatti nesta semana provocou a ira da base governista.

Não muito contornável

Não existe como contornar de forma imediata o problema na Saúde, o que inclui falta de médico, de estrutura e até de remédio. As tratativas do governo até agora estão focadas na ampliação de leitos, captação de recursos e concursos para a contratação de profissionais. A oposição na Câmara já se articula para novas diligências e, ao que tudo indica, não vai dar sossego para o Prefeito. 

Discussão

A base governista esbravejou, criticou e afirmou que os petistas fizeram uso político da Saúde. Falaram dos investimentos e da busca de recursos por parte da Administração. O problema é que, na prática, a situação está mesmo ruim.

Só que

Na reunião realizada ontem para debater as mazelas da Saúde na Câmara, organizada pelo vereador Pedro Tourinho (PT), ninguém apareceu para propor ações ou soluções para o setor. Tourinho foi o parlamentar mais criticado na última sessão, por ter participado da diligência no Hospital Mário Gatti.

Crise

E quando dizem que o setor da Saúde sofre, estão falando sobre todas as áreas. No Conselho da Saúde, por exemplo, os pessoal reclama da falta de tonner para imprimir os documentos. Qualquer impressão tem sido bancada com recursos dos próprios conselheiros. Ao que tudo indica, a situação está assim há mais de um mês.

Paulínia

Em mais uma sessão de julgamento ontem, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não discutiram o recurso de Edson Moura Júnior (PMDB). A cidade permanece à espera de uma definição sobre o comando da Prefeitura, hoje nas mãos de José Pavan Júnior (PSB). As informações são de que a ministra Luciana Lóssio, que havia pedido vistas do processo, já devolveu o documento. Agora é aguardar a decisão dos ministros sobre a discussão da pauta de Paulínia.

No ninho tucano

O prazo para a defesa do PSDB no pedido de impugnação impetrado pela ala dos “descontentes” no partido está prestes a vencer. A estimativa dos tucanos é que o recurso seja julgado antes do dia 5 de maio, quando o diretório estadual passará pelo processo eleitoral. O atual presidente, Pedro Tobias, não será candidato à reeleição.

Regularização

Com pouco mais de 40 dias de revisão, 16,10% do eleitorado de Vinhedo já recadastraram o título eleitoral. A cidade tem 51.599 eleitores e a revisão, que é obrigatória, termina em 30 de agosto. O cidadão deve agendar seu atendimento. Quem perder o prazo terá o título cancelado.

Auditoria

O Conselho Municipal de Saúde aprovou na quarta-feira, por 22 votos a 6, a realização de uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS) na Secretaria de Saúde de Campinas. O ofício será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério da Saúde. Desde quando foi criado, esta é a segunda vez que o DenaSUS é acionado por meio de um Conselho Municipal. O ofício deverá ser protocolado nas próximas semanas, em Brasília, por representantes do Conselho. No mês passado, a Comissão Fiscal decretou estado de emergência na Saúde em virtude da falta de medicamentos, de profissionais e de insumos básicos. 

COLABORARAM BRUNA MOZER E FELIPE TONON/AAN.

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