Foi numa terça-feira quente e tranquila que, enfim, conheci o boteco de hoje. O dia não havia começado bem e tive de sair à captura de um lugar a tempo de fechar a edição. Após uma tentativa frustrada, eu e o fotógrafo Rodrigo Zanotto lembramos do Bar do Zuza, vizinho do Estádio Moisés Lucarelli.E logo descobrimos que se trata de um lugar tão majestoso quanto a casa da Macaca.O nome que ainda adorna a fachada da famosa cantina da Rua Uruguaiana, há seis anosvirou sinônimo também de bar e tem seguido à risca as poucas mas indispensáveis exigências da freguesia. Os clientes, aliás, parecem absorver a notória simpatia do Zuza, que é desses proprietários que preferem ficar do lado de fora do balcão e se juntar aos frequentadores. Ele só deixa o salão quando é chamado a preparar alguma das delíciaslistadas na lousa logo na entrada.Pela originalidade, escolhi o pimentão recheado com carne moída, mozarela e ovo frito. Simples e certeiro como o boteco. Como a fome (e a sede) era muita, deu tempo de provar o pastelzinho de carne, temperado com ingredientes que Zuza não revela a ninguém. Sorte a nossa, que somos obrigados avoltar para mandar ver ao menos dois deles em cada passagem.O mesmo toque de exclusividade tem o croquete, outra boa pedida para acompanhara cerveja (sempre trincando), a cachaça ou algum dos vermutes da estante. Agora tenho que voltar para provar o lanche de aliche, o caldo de mocotó, a moela e qualquer outra receita infalível do Zuza, o mais simpático pontepretano que já conheci em Campinas.