REAÇÃO

UE prolonga sanções econômicas contra a Rússia

As sanções, que expiravam no fim de julho, afetam setores como os bancos, a defesa e o petróleo, com o bloqueio do financiamento nos mercados europeus

France Press
22/06/2015 às 13:26.
Atualizado em 28/04/2022 às 15:35

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) prolongaram formalmente por seis meses, até o fim de janeiro de 2016, as sanções econômicas contra a Rússia por seu papel no conflito da Ucrânia, informaram fontes oficiais.As sanções, que expiravam no fim de julho, afetam setores como os bancos, a defesa e o petróleo, com o bloqueio do financiamento nos mercados europeus.As medidas permanecerão em vigor "até que a Rússia cumpra com suas obrigações que derivam do acordo de Minsk" para um cessar-fogo no leste da Ucrânia, afirmou o ministro britânico Philip Hammond.O acordo assinado em fevereiro em Minsk prevê medidas progressivas até o fim de 2015 para acabar com o conflito entre os separatistas pró-Rússia e Kiev, que provocou a morte de 6.400 pessoas em pouco mais de um ano.Apesar de um respeito global à trégua, o acordo não impediu alguns combates esporádicos e uma intensificação da violência no início de junho.A UE adotou as sanções contra a Rússia há 11 meses pelo apoio que, segundo a Ucrânia e os países ocidentais, Moscou concede aos separatistas do leste ucraniano.As sanções foram anunciadas em 29 de julho de 2014, após a queda de um avião da companhia Malaysia Airlines, provavelmente derrubado por um míssil na zona de combates do leste da Ucrânia.As 289 pessoas que estavam a bordo do avião morreram na queda.As sanções, que provocaram dificuldades à economia russa, mas sem mudar a política do presidente Vladimir Putin, foram reforçadas em setembro de 2014.As medidas proíbem que os europeus vendam equipamentos para a exploração de petróleo ou bens que possam ter uso militar.

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