MANIFESTAÇÕES

Senado da Argentina aprova reforma trabalhista em meio a protestos de trabalhadores

Estadão Conteúdo
12/02/2026 às 07:14.
Atualizado em 19/02/2026 às 07:15
Imagens aéreas registram sindicalistas em manifestação diante do Congresso Nacional, no momento em que senadores argentinos analisavam as reformas trabalhistas apresentadas pelo governo libertário do presidente Javier Milei, que defende as medidas como estratégia para atrair investimentos e estimular a retomada do crescimento econômico. Entidades representativas dos trabalhadores, entretanto, argumentam que as mudanças significariam perda de direitos. A sessão foi realizada em Buenos Aires, Argentina, em 11 de fevereiro de 2026. (REUTERS/Martin Cossarini)

Imagens aéreas registram sindicalistas em manifestação diante do Congresso Nacional, no momento em que senadores argentinos analisavam as reformas trabalhistas apresentadas pelo governo libertário do presidente Javier Milei, que defende as medidas como estratégia para atrair investimentos e estimular a retomada do crescimento econômico. Entidades representativas dos trabalhadores, entretanto, argumentam que as mudanças significariam perda de direitos. A sessão foi realizada em Buenos Aires, Argentina, em 11 de fevereiro de 2026. (REUTERS/Martin Cossarini)

O Senado da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira (12) a reforma trabalhista apresentada pelo governo do presidente Javier Milei. As discussões sobre o texto ocorreram em meio a protestos na frente da sede do Congresso. Os manifestantes entraram em confronto com a polícia, e ao menos 15 pessoas foram presas.

A reforma é considerada crucial para o programa ultraliberal de Milei. Após 13 horas de sessão, o texto básico foi aprovado por 42 votos a favor e 30 contra. Após o aval, os senadores passaram a discutir cada artigo da proposta. Para entrar em vigor, as mudanças ainda precisam passar pela Câmara.

O projeto atraiu a forte oposição de sindicatos e de políticos peronistas, que argumentam que o texto reverteria medidas que protegem os trabalhadores de abusos e dos frequentes choques econômicos do país.

Indenizações pagas aos trabalhadores, tempo de férias e gestão das horas extras são alguns dos itens no alvo da reforma. Fonte: Associated Press.

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