Cientistas premiados com o Nobel de Química desenvolvem métodos que utilizam enzimas para degradar plásticos, oferecendo soluções inovadoras para o problema ambiental

(Johan Jarnestad/The Royal Swedish Academy of Sciences)
David Baker, Demis Hassabis e John M. Jumper receberam o Prêmio Nobel de Química por suas pesquisas em design computacional e previsão de estrutura de proteínas.
“Esta investigação é um momento marcante, pois durante anos foi considerado impossível prever as estruturas das proteínas”, disse o presidente do Comité do Nobel de Química, Heiner Linke, que também explicou como as proteínas servem como blocos de construção de todas as funções corporais.
As proteínas são constituídas por cadeias de moléculas de aminoácidos, que formam sequências complexas.
A poluição dos plásticos é um problema grave e difícil de resolver hoje no mundo, mas depois desse prêmio grandes soluções podem ser criadas.
“Com essa descoberta é possível criarem uma enzima, um tipo de proteína, que possa interagir com as moléculas do plástico fazendo sua degradação e transformando o resíduo em biodegradável” comentou o jornalista Mateus Agius.
As complexas sequências de proteínas também ajudam a ler, copiar e reparar o DNA.
DNA, ou ácido desoxirribonucléico, é uma molécula que contém o código genético único de cada indivíduo. Os avanços na inteligência artificial (AI) e na aprendizagem automática, pelos quais foram atribuídos os Prémios Nobel de Física de 2024, também ajudaram Baker, Hassabis e Jumper nas suas pesquisas.
Baker e seus colegas laureados decifraram o código de como podem ser as estruturas das proteínas com a ajuda de Al.
“Eles usaram redes neurais e aprendizagem profunda para treinar um banco de dados que mostrou quão próximas duas estruturas de aminoácidos estavam uma da outra no espaço”, disse Johan Aqvist, membro do Comitê do Nobel de Química.
“Essas proteínas consistem em centenas de milhares de átomos responsáveis por todas as funções bioquímicas do corpo”, acrescentou Linke.
No segundo vídeo, o jornalista Mateus Ward Agius, da DW News, explica sobre como essa descoberta pode ajudar com o problema dos resíduos plásticos no mundo.
Agius tem formação em reportagens de história, ciência, saúde, clima, meio ambiente e relata sobre a forma como as questões científicas, climáticas e ambientais impactam o nosso lugar num mundo em mudança.
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