O governo guatemalteco anunciou, nesta sexta-feira (21), a saída do país de 10 funcionários de uma missão antimáfias da ONU, que tiveram seus vistos cancelados e sua imunidade diplomática retirada, enquanto a Justiça analisa vários recursos apresentados contra sua expulsão
O governo guatemalteco anunciou, nesta sexta-feira (21), a saída do país de 10 funcionários de uma missão antimáfias da ONU, que tiveram seus vistos cancelados e sua imunidade diplomática retirada, enquanto a Justiça analisa vários recursos apresentados contra sua expulsão.Em um comunicado, o governo do presidente Jimmy Morales confirmou a saída dos investigadores que fazem parte da equipe da Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (Cicig), da ONU, que pediu para o mandatário ser investigado por suspeita de corrupção em sua campanha de 2015.Os funcionários foram notificados na terça-feira de que tinham 72 horas para abandonar o território guatemalteco depois do anúncio de que, após seus vistos de cortesia serem cancelados em outubro, perderam "os privilégios e imunidades" que lhes permitiam continuar no país. Inicialmente, a ordem do governo era contra 11 investigadores da Cicig, mas a medida não seria aplicada a um deles por questões familiares, segundo a imprensa local. Antes do anúncio oficial, o tribunal constitucional anunciou que nesta sexta-feira analisará várias ações apresentadas por membros da sociedade civil para reverter a ordem do governo. Matías Ponce, porta-voz da Cicig, disse a jornalistas que os funcionários saíram de "férias".A Cicig apontou que a medida contra os investigadores "busca afetar a independência" do organismo em seu trabalho para atacar os grupos criminosos. Morales mantém desde agosto do ano passado uma posição hostil contra a Cicig, depois que a comissão e a Procuradoria pediram a retirada dos foros presidenciais para investigar suspeitas de financiamento eleitoral ilícito em sua campanha de 2015.O governante de direita acusou o ex-juiz colombiano Iván Velásquez, titular da Cicig, de exceder suas funções e ordenou sua expulsão do país. Em setembro, ele foi impedido de entrar na Guatemala após uma viagem aos Estados Unidos.hma/mas/mls/db/cb