(Reprodução Agências Internacionais)
O Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o Custódio da Terra Santa, Francesco Ielpo, foram impedidos pela polícia de Jerusalém de entrar na Igreja do Santo Sepulcro, na capital israelense, para a missa do Domingo de Ramos.
Segundo comunicado oficial, é a "primeira vez em séculos" que líderes da Igreja foram impedidos de celebrar o Domingo de Ramos no local onde os cristãos acreditam que Jesus foi crucificado.
Ainda conforme o texto, ambos foram barrados enquanto seguiam à Igreja do Santo Sepulcro de forma privada, sem qualquer caráter processional ou cerimônia pública.
As instituições religiosas afirmam que a decisão representa uma medida "manifestamente desproporcional" e um afastamento dos princípios de liberdade religiosa.
O episódio ocorre em meio às restrições impostas desde o início da guerra na região, que já haviam levado ao cancelamento de celebrações públicas e à limitação de fiéis, com transmissões sendo feitas para milhões de pessoas ao redor do mundo.
No comunicado, as autoridades católicas ressaltam que vinham cumprindo integralmente as restrições determinadas pelas autoridades, e classificam o bloqueio como resultado de uma decisão "apressada e falha". As entidades também expressaram "profunda tristeza" aos cristãos na Terra Santa e no mundo, destacando que a celebração de uma das datas mais importantes do calendário cristão foi inviabilizada em Jerusalém, cidade central para a fé. A polícia de Jerusalém não se pronunciou.
Macron condena Israel por barrar entrada de autoridades católicas na Igreja do Santo Sepulcro
O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou a decisão das autoridades de Israel de impedir a entrada do Patriarcado Latino na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para a celebração da missa de Domingo de Ramos. Ele manifestou apoio às lideranças cristãs afetadas pelo episódio.
Em publicação nas redes sociais, Macron classificou a medida como parte de uma "série preocupante" de violações em locais religiosos na cidade.
O presidente francês também escreveu que a liberdade de culto em Jerusalém deve ser assegurada a todas as religiões, em meio ao aumento das tensões na região.
As autoridades católicas foram barradas em meio às restrições impostas desde o início da guerra no Oriente Médio, que já haviam levado ao cancelamento de celebrações públicas e à limitação de fiéis. As autoridades católicas ressaltam que vinham cumprindo integralmente as restrições determinadas pelas autoridades.
Brasil condena ação de Israel que barrou acesso de líderes católicos à Igreja do Santo Sepulcro
O governo brasileiro condenou a ação da polícia de Israel que impediu o acesso de líderes católicos à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para celebrar a missa do Domingo de Ramos.
"Essa ação ocorre na sequência da imposição, por autoridades israelenses, ao longo das últimas semanas, de restrições à entrada de fiéis cristãos no referido santuário, assim como de fiéis muçulmanos, durante o Ramadã, na Esplanada das Mesquitas ("Haram Al-Sharif"), também em Jerusalém Oriental", afirmou, por meio de nota publicada pelo Itamaraty.
Mais cedo, neste domingo, o cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, e o monsenhor Francesco Ielpo, custódio da Terra Santa, foram impedidos de entrar no templo. Segundo o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, a ação ocorreu por questões de segurança.
O governo brasileiro classificou as ações recentes de Israel como de extrema gravidade e "contrárias ao status quo histórico dos sítios sagrados cristãos e islâmicos de Jerusalém e ao princípio da liberdade de culto".
"O Brasil recorda o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024, o qual concluiu que a continuada presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita e que aquele país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental", declarou.
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