Publicado 06 de Janeiro de 2022 - 15h10

Por Agência Brasil

Líder democrata no Senado cogitou reformas eleitorais

Reuters/ Evelyn Hockstein

Líder democrata no Senado cogitou reformas eleitorais

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou nesta quinta-feira (6) seu antecessor, Donald Trump, de representar uma ameaça contínua à democracia no aniversário do violento ataque à sede do Congresso dos EUA, por seguidores de Trump, que tentavam reverter sua derrota nas eleições de 2020.

Em pronunciamento no Capitólio, palco do motim de 6 de janeiro de 2021, Biden alertou que as acusações falsas de Trump de que a eleição foi roubada dele por meio de uma fraude eleitoral generalizada poderia desafiar o Estado de Direito e minar futuras eleições.

"Precisamos ser absolutamente claros sobre o que é verdade e o que é mentira. Aqui está a verdade: um ex-presidente dos Estados Unidos da América criou e espalhou uma teia de mentiras sobre as eleições de 2020. Ele fez isso porque valoriza o poder mais do que princípios", disse Biden.

"Ele não consegue aceitar que perdeu", acrescentou Biden.

Lançar um ataque tão direto a Trump - embora Biden nunca tenha realmente dito o nome de seu antecessor durante o discurso - foi uma largada para o presidente, que passou a maior parte de seu primeiro ano no cargo focado em seguir sua própria agenda, em vez de olhar para trás.

Mas democratas, alguns republicanos e muitos observadores independentes têm alertado que o estrago causado por Trump para minar a fé na eleição que perdeu para Biden persiste.

De acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos, cerca de 55% dos eleitores republicanos acreditam na afirmação falsa de Trump, rejeitada por dezenas de tribunais, departamentos eleitorais estaduais e membros do próprio governo chefiado por ele.

Acusando Trump de tentar perpetuar uma "grande mentira", Biden disse que há uma "batalha pela alma da América" e uma luta interna e externa entre as forças da democracia e da autocracia.

Trump em comunicado divulgado após o discurso de Biden disse que o presidente norte-americano "usou meu nome hoje para tentar dividir ainda mais a América".

Quatro pessoas morreram nas horas de caos de um ano atrás, que ocorreu depois que Trump pediu aos apoiadores que marchassem até o Capitólio e "lutassem como o inferno". Um policial morreu no dia seguinte a uma batalha contra desordeiros e quatro morreram depois por suicídio. Cerca de 140 policiais ficaram feridos.

O líder da Maioria no Senado, Chuck Schumer, afirmou na quarta-feira que embora o edifício do Capitólio seja mais fortificado hoje do que um ano atrás, a democracia continua vulnerável.

"A insurreição não será uma aberração. Ela pode bem se tornar a norma", a não ser que o Congresso aborde "as raízes" do 6 de janeiro através de reformas eleitorais, afirmou o democrata.

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