COMBATE

Mosquito da dengue coloca saúde de Campinas em alerta

Número de casos no começo do ano aumentou 60% em relação ao mesmo período de 2012

Sheila Vieira
igpaulista@rac.com.br
22/02/2013 às 12:42.
Atualizado em 26/04/2022 às 03:36

Mulher caminha por rua no Jardim Rossim, que enfrenta surto de dengue com sete casos confirmados (Leandro Ferreira/AAN)

Um aumento de 60% nos casos confirmados de dengue no início do ano em relação ao mesmo período do ano passado — saltando de 50 para 80 em janeiro — coloca o setor da Saúde em alerta para a possibilidade de uma epidemia. Das 518 notificações de suspeita de dengue, 85 foram confirmadas até agora, sendo um caso hemorrágico. No ano passado foram confirmados 982 casos de dengue na cidade. A estratégia de combate à doença conta com 500 agentes de saúde e 120 agentes de controle ambiental.

De acordo com a coordenadora do Programa de Controle de Dengue em Campinas, da Secretaria Municipal de Saúde, Tessa Roesler, fatores sazonais como o período das chuvas, associado a temperaturas elevadas, criam condições ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Outro elemento, segundo a coordenadora, é o sorotipo tipo 4 detectado na cidade no ano passado. A pessoa que adoece por um dos sorotipos — Denv1, Denv2, Denv3 e Denv4 — cria resistência a ele, mas pode ter dengue causada por outro.

A cidade está dividida em cinco distritos de saúde com aproximadamente 200 mil habitantes cada. Conforme levantamento da Secretaria de Saúde, as regiões com maior número de confirmações são Sudoeste, Sul e Leste. O Distrito Sul aponta aumento de 43% nos casos, que subiram de 16 para 23 este ano, 18 deles confirmados só no Jardim Campo Belo. Um bairro da região Noroeste, o Jardim Rossim, apresenta surto com sete dos 15 casos confirmados na área.

Na área Norte, nos bairros Cidade Universitária, Barão Geraldo, Parque Ceasa, Vila Esperança, Vila Mokarzel e Fazenda Santa Genebra o número de casos chegou a 10 em janeiro, dois a mais em relação ao mesmo período do ano passado. As regiões com baixíssima presença da doença englobam áreas rurais como o distrito de Joaquim Egídio e Carlos Gomes. Este ano, um caso foi diagnosticado no Jardim Botânico, em Sousas.

Leste e Sudoeste

As regiões com maior número de casos confirmados são Sudoeste com 19 pessoas infectadas, o que corresponde a um aumento de 125% em relação aos oito casos registrados em janeiro do ano passado — 537 ao longo do ano. Mais da metade dos casos da cidade se concentraram na região. No Jardim São Cristóvão também foram notados casos de dengue importada. No Distrito Sudoeste, na área próxima aos DICs, no ano passado foi detectado o vírus tipo 4.

O Distrito Sul aponta aumento de 43% nos casos, que subiram de 16 para 23 este ano, 18 deles confirmados só no Jardim Campo Belo, onde um paciente apresentou o primeiro caso de dengue hemorrágica este ano. Em 2012 a região concentrou 146 casos.

Com aumento de 107%, a região do Distrito Leste, área nobre da cidade que concentra boa parte dos condomínios fechados localizados no Jardim Paineiras, Alphaville, Mansões Santo Antonio, Nova Campinas, Gramado, além de bairros como Jardim Boa Esperança, Parque Brasília, Jardim Conceição, Chácara da Barra, Jardim Flamboyant e Bosque, registrou 18 casos entre janeiro e início de fevereiro. No ano passado, segundo Tessa, na mesma região foram detectados oito casos no mês de janeiro, fechando o ano com 99 confirmações.

Na área Noroeste, onde estão situados bairros como Jardim Campo Grande, Cidade Satélite Íris, Jardim Florence, Jardim Rossim e Parque Itajaí, o aumento foi de 20% com 12 casos só em janeiro e mais três em fevereiro. O Jardim Rossim enfrenta um surto da doença com sete casos confirmados até agora. Em uma única rua em frente ao posto de saúde, moradores disseram que pelo menos quatro vizinhos estão infectados. No outro extremo do bairro, a dona de casa Maria Alves Miranda, de 54 anos, há 15 dias apresentou os sintomas da doença e foi diagnosticada com dengue. “Sentia muito sono, falta de apetite e dores”, conta.

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