Publicado 30 de Setembro de 2021 - 18h37

Por Karina Fusco/ Caderno C

Andressa Conceição levou seus três gatos de Campinas para João Pessoa e eles viraram atração no aeroporto

Arquivo pessoal

Andressa Conceição levou seus três gatos de Campinas para João Pessoa e eles viraram atração no aeroporto

Não é novidade que os animais de estimação são parte das famílias e, muitas vezes, diante da viagem de seus tutores, o bem-estar é uma preocupação e levá-los ou deixá-los é um dilema. Quem pega o avião rumo a um destino onde irá residir definitiva ou temporariamente, na maioria das vezes opta por levar junto os bichinhos de estimação.

Embora a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), nem os aeroportos consultados, tenham um dado oficial sobre o aumento da demanda de viagens para os pets, basta circular pelos aeroportos internacionais de Viracopos, em Campinas, e de Guarulhos, em São Paulo, para notar o grande número de passageiros com os seus bichanos acomodados em caixas especiais aguardando o momento do embarque. A Azul Linhas Aéreas, por exemplo, tem registrado o aumento de 120% no transporte de pets em 2021 em relação a 2019.

A decisão de levar o pet num deslocamento aéreo implica seguir uma série de regras, providenciar documentos e acessórios e pagar taxas. Também é preciso saber que não é qualquer animal que pode fazer o check-in. Peso, condições de saúde e até a raça são levados em conta. Os cachorros que têm focinhos achatados, como bulldogs e pugs, geralmente as empresas aéreas não levam.

Cada companhia aérea tem as suas regras e restrições, por isso, antes de comprar a passagem, é preciso entrar em contato com elas para saber o que é permitido e quais são os impedimentos. No geral, animais de pequeno porte podem ir na cabine e os maiores precisam ir no bagageiro. Há também um limite de dois ou três animais por voo.

Uma viagem inesquecível

A aposentada Izabel Aparecida Molina da Conceição, de 64 anos, de Campinas, viveu a experiência de viajar com os gatos da família no ano passado. Ela, o marido Albano e a filha Andressa embarcaram em Viracopos com destino a João Pessoa levando John, a Sofia e o Fera.

Como Andressa estava de mudança para a capital paraibana, a família tomou todas as providências para levar os gatinhos, como as mochilas de tamanho padronizado para acondicioná-los.

A viagem, que teve escala em Brasília, foi considera tranquila pela família, mas Izabel conta que um dos gatinhos, que é mais agitado, mesmo tendo tomado um remédio manipulado por orientação da veterinária, não dormiu e miou um pouco. “Nós três tínhamos comprado as passagens para assentos próximos, mas por conta dos gatos, a Gol colocou cada um em um canto do avião, mas deu tudo certo”, revela.

Na escala em Brasília, os gatinhos viraram uma atração, todas as pessoas que passavam perto iam ver quem eram os animais viajantes, o que deu um ar de leveza para a aventura. “Eles chegaram bem e os funcionários da companhia aérea foram bem cordiais ao fazer as checagens de documentos e ao passar as orientações”, diz Izabel.

REGRAS BÁSICAS PARA LEVAR O SEU PET NO AVIÃO

- A regra geral é que animais domésticos sejam acomodados limpos e sem odor desagradável em uma caixa de transporte, o kennel, que tenha aberturas para garantir a circulação de ar e espaço suficiente para que o animal consiga se mover e girar lá dentro.

- As companhias cobram uma taxa para o transporte de animais, seja ele feito na cabine ou no bagageiro do avião. É preciso solicitar o serviço com antecedência, pois a reserva está sujeita a confirmação porque existe um limite de animais transportados por voo.

- Quando transportados no bagageiro do avião, os pets não são colocados na esteira após o desembarque, mas sim em uma área destinada à retirada de bagagens diferenciadas.

- Já os cães-guia, podem viajar gratuitamente em voos nacionais e internacionais com todas as companhias aéreas na cabine do avião, ao lado dos donos, fora do kennel, mas com o auxílio de arreio. A alimentação deve ser fornecida pelo passageiro.

DOCUMENTOS

Para voos domésticos:

- A carteira de vacinação com comprovante de vacina antirrábica, com o nome do laboratório produtor, o tipo da vacina e o número da ampola utilizada. Essa vacina deve ter sido aplicada há mais de 30 dias e há menos de um ano da data do embarque;

- Atestado de saúde do animal comprovando que ele está apto a realizar a viagem. Este documento deve ser emitido por um médico veterinário no máximo 10 dias antes do voo

Para voos internacionais:

- É preciso apresentar outros documentos, como o Certificado Zoossanitário Internacional (CVI). Isso depende da companhia aérea bem como do país de destino do voo.

Fonte: Abear

Escrito por:

Karina Fusco/ Caderno C