Publicado 21 de Setembro de 2021 - 19h06

Por Katia Fonseca

Confira as dicas de como transportar os bichanos sem estresse

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Confira as dicas de como transportar os bichanos sem estresse

Os check-ups preventivos são importantes para os gatos, pois podem detectar problemas na saúde, mesmo antes mesmo dos sintomas se tornarem perceptíveis. No entanto, alguns tutores adiam as visitas ao médico-veterinário por conta do receio do estresse causado no gato quando retirado de seu ambiente doméstico. Pensando na conscientização sobre o tema, foi lançada recentemente a campanha #MeuGatoNoVet, que traz uma série de orientações para facilitar a ida às consultas de rotina, com dicas para o transporte adequado do pet, que evita tensões e prioriza o bem-estar do bichano.

Além disso, a página Meu Gato no Vet também ajuda o tutor a encontrar uma clínica cat-friendly. Esse conceito de clínicas especializadas para atendimento de felinos e com selo Cat Friendly Practice® concentram esforços para que os gatos passem menos estresse durante os atendimentos mantendo salas de espera, consultório e área de internação dedicados exclusivamente para eles, além de um sólido conhecimento na espécie e uma equipe médica e técnica especializada em felinos.

Veja as 10 dicas da médica-veterinária e gerente de comunicação Científica, Natália Lopes, para um passeio de carro tranquilo com seu gato:

1. Nunca leve seu gato solto no carro. Existem dispositivos de segurança para gatos e cães que são imprescindíveis, como as caixas e bolsas de transporte.

2. Escolha uma caixa, bolsa ou gaiola de transporte resistente. O ideal é que tenha abertura na parte de cima e na frente. Se a parte de cima for totalmente removível, permitirá que o gato seja examinado sem ter que sair da caixa, por exemplo.

3. Mantenha a caixa de transporte em lugar visível em casa. Assim, seu gato poderá vê-la e avaliá-la como parte da mobília e isso se tornará familiar para ele.

4. Deixe a caixa de transporte o mais e confortável possível com cobertores macios. Desta forma os gatos tendem a entender melhor que não vão passar apuros.

5. Busque o gatinho dentro de casa horas antes de sair e o convide para entrar sozinho na caixa de transporte para acostumá-lo à situação que irá ocorrer mais tarde.

6. Para o deslocamento casa-carro/carro-clínica e vice-versa, evite sacudir a caixa de transporte, encostar a caixa na parede ou portas e colocá-la no chão de forma abrupta para não assustar o pet. Lembre-se que o campo de visão dele está limitado à portinha da caixa e o ambiente externo confere odores desconhecidos até então.

7. Em viagens longas não se esqueça de levar água e o alimento do seu pet para mantê-lo calmo. Consulte o seu médico-veterinário para orientações sobre viagens.

8. Também leve outros itens com odor familiar, como os brinquedos favoritos. O uso de feromônios sintéticos podem ajudar.

9. Em percursos mais longos, como viagens, faça pausas estratégicas para que o pet possa fazer xixi e se distrair. Mas dê preferência para locais calmos para o gato não ficar assustado.

10. Entenda o efeito que sua própria ansiedade ou estresse pode exercer sobre seu pet, por isso, mantenha a calma e permaneça positivo. Converse com seu pet em voz baixa e calma, prossiga no ritmo dele, fique atento a reação dele e use recompensas que incentivem os comportamentos desejados (alimentos e brinquedos por exemplo).

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Katia Fonseca