Publicado 21 de Setembro de 2021 - 18h38

Por Karina Fusco/ Caderno C

Felipe em apresentação da peça Senhor das Moscas: o teatro lhe abriu as portas para os trabalhos na TV

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Felipe em apresentação da peça Senhor das Moscas: o teatro lhe abriu as portas para os trabalhos na TV

Quem conhece o campineiro Felipe Hintze, de 28 anos, não tem a menor dúvida de que o seu sucesso na tevê é fruto de dedicação, estudo e, claro, de seu talento. O ator está no ar na reprise da série Verdades Secretas, na TV Globo, como Eziel, amigo da protagonista Angel, vivida por Camila Queiroz.

Felipe viveu a infância e a adolescência em Campinas. Morou no Jardim Chapadão, no Jardim Europa e em Barão Geraldo e foi no Colégio Objetivo de Barão onde começou a mostrar sua afinidade com as artes cênicas. Ele conta que o incentivo veio da mãe, Flávia, que sempre o levava ao teatro, juntamente com a irmã Adriane, também atriz.

Aos 16 anos, se matriculou no curso do Polo Cinematográfico de Paulínia, o que ele considera ter sido o seu primeiro passo rumo à profissionalização. Quando atingiu a maioridade e com a certeza de que queria ser ator, foi para São Paulo para estudar teatro paralelamente à faculdade de Publicidade, trancada mais tarde. Em 2013, ele superou mais de mil candidatos e foi aprovado nos testes para atuar na peça A Toca do Coelho, estrelada por Reynaldo Gianechini e Maria Fernanda Cândido, com direção de Dan Stulbach. “Foi o meu primeiro trabalho ao lado de atores tão renomados e me abriu muitas portas”, afirma.

Do teatro para a televisão

Depois do sucesso em São Paulo, a peça seguiu em 2014 para uma temporada no Rio de Janeiro. Entre os espectadores estava o produtor de elenco da TV Globo, Guilherme Gobbi, que convidou Felipe para um teste para a série Dupla Identidade, protagonizada por Bruno Gagliasso. Aprovado, ele debutou na televisão. Foi quando começou a fazer ponte aérea para gravar no Rio e voltar para sua casa na capital paulista.

Em 2015, a convite do diretor Mauro Mendonça Filho, atuou em Verdades Secretas, seu primeiro papel de maior visibilidade. “Foi um marco, um grande sucesso e até hoje as pessoas comentam. Agora, a reprise só comprova como a história cativou o público”, destaca.

Felipe não parou mais. Em 2016, gravou a série Supermax Internacional, em espanhol, agora disponível no Globo Play. Em 2017 e 2018 interpretou o roqueiro Moqueca em Malhação - Viva a Diferença, escrita por Cao Hamburger. Em 2019, foi a vez de dar vida a Peçanha na novela O Sétimo Guardião, de Aguinaldo Silva, e no final de 2020, atuou em uma série do canal infantil Gloob. “Foi legal conversar com o público infantil. Para trabalhar com criança, o esforço é dobrado, precisa ter muita verdade”, diz.

Agora, Felipe está gravando a próxima novela das 19 horas da Globo, Quanto Mais Vida Melhor, com estreia prevista para o final de 2021. Ele conta que interpreta um delegado bem engraçado que entrará na metade da trama. “Não posso falar mais sobre o personagem, mas estou gostando muito de trabalhar com uma linguagem mais cômica”, afirma.

Apego às raízes

Quando não está atuando, Felipe não abre mão de voltar para Campinas e Paulínia, onde sua família vive atualmente, para vivenciar a rotina do interior. “Gosto de ir à Lagoa do Taquaral e ao bosque de Barão para ter contato com a natureza, e também de estar com os amigos para acompanhar a evolução pessoal e profissional de todos”, revela.

A fonoaudióloga Jéssica Sales Vosgrau, de 28 anos, amiga desde os cinco anos de idade e expectadora desde as peças do colégio, não poupa elogios. “Ele está sempre pronto para ajudar e nunca se distanciou. Pela rotina de trabalho, não nos vemos muito, mas nos falamos bastante. É uma amizade especial e tenho certeza que será pra sempre”, afirma.

Felipe também reserva tempo para a família, sua raiz. E sua mãe, Flávia, confirma que ele sempre foi muito companheiro e alegre. Das características que agregam na carreira do filho, ela cita a empatia, a paixão pela leitura e a facilidade de se comunicar.

Entre os sonhos do ator está o de produzir uma peça e levar para lugares remotos, dando mais acesso à cultura a quem não tem, afinal, ele defende que a arte não seja elitista. Por aqui, todos ficam na torcida!

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Karina Fusco/ Caderno C