Publicado 14 de Setembro de 2021 - 19h11

Por Do Correio Popular

O Espaço Vivien Fortes tem cerca de 200 alunos, na faixa entre 3 e 70 anos de idade

Diogo Zacarias

O Espaço Vivien Fortes tem cerca de 200 alunos, na faixa entre 3 e 70 anos de idade

Um dos questionamentos que a pandemia nos trouxe foi sobre como seria o novo normal de quando a vida retomasse sua rotina. Algumas pessoas pensaram sobre isso, outras aproveitaram a oportunidade para mudar. Foi o que aconteceu com a escola de dança Ballet & Cia, que após 29 anos de atividades se reformulou e renasceu como Espaço Vivien Fortes. Com novo conceito – além de escola de dança agrega outros serviços no mesmo espaço – mudou também a localização, no Novo Cambuí.

Com cerca de 200 alunos – na faixa entre 3 e 70 anos de idade - a coreógrafa, professora de dança e empresária Vivien Fortes conta que o isolamento reforçou na equipe de professores a reflexão sobre a importância de respeitar as diferenças e a individualidade de cada aluno para um desenvolvimento pleno: com método, mas com prazer. E, também, oferecer mais praticidade para os pais e acompanhantes. Por isso buscou um espaço com salas amplas e bem ventiladas, pátio externo, estacionamento e uma galeria de serviços, em local com um fluxo de trânsito mais rápido.

“Quando tivemos que levar as aulas para dentro de uma tela, só por comando de voz, sem a possibilidade de tocar o corpo ou observar os movimentos pelo espelho, nos surpreendemos ao perceber que as pessoas não se olham, não conhecem seu próprio corpo e a primeira mudança foi buscar esse entendimento”, conta Vivien. A experiência de 29 anos nesse segmento possibilitou os ajustes e avanços na retomada das aulas presenciais de balé clássico, jazz, hip hop, dança contemporânea e tecido acrobático. Como o novo espaço - aberto em 3 de agosto - tem capacidade para triplicar o número de alunos, a partir de setembro serão oferecidas também aulas de zumba e balé fitness.

Terapia e técnica

Das aulas de baby class (balé a partir de 3 anos de idade) ao jazz para mulheres maduras (a partir dos 40 anos), passando pelos jovens dançarinos, o que se observa é que a dança é sempre terapia. “Muita gente não se adapta a uma academia, então vem dançar”, comenta Vivien. Ela explica que na dança tem aquecimento, alongamento, exercícios técnicos, coreografia. Com isso, “as pessoas que praticam ganham flexibilidade, equilíbrio, coordenação motora, musicalidade, melhoram a autoestima, se relacionam com outras pessoas e não tem espaço para somatizar dores”. Mas a dança é também treinamento e método, lembra a educadora física.

Sua experiência em formar bailarinos – para subir no palco pela primeira vez ou para realizar o sonho de integrar uma companhia internacional – começa com sua formação em Ballet Clássico pela Royal Academy of Dancing em 1980. Atuou como bailarina profissional na Cia Ballet Clássico de São Paulo e na Cia Jazz Brasil, além de um vasto currículo como coreógrafa. Sob sua direção, a escola conquistou 450 premiações em festivais de dança nacionais e internacionais, se posicionou na vanguarda em realização de shows, musicais e programas de TV, além de percorrer mais de 400 cidades com a turnê de artistas (Daniel, Sandy e Junior, Cláudia Leite e outros).

Novos tempos, novo espaço

Em setembro serão inaugurados novos serviços como massagem, pilates, depilação, esmalteria, moda (feminina e dança), café. “Essa é uma tendência, ter vários serviços no mesmo lugar e com acesso fácil”, constata Vivien. Ela planeja, ainda, utilizar o espaço externo de 300 m² para atividades culturais como exposições, vernissagens e palestras a partir de outubro.

Contato

Telefones: 3396-9639 / 98155-8710

Rua dos Contabilistas, 31 - Jardim Novo Cambuí

https://www.instagram.com/vivienfortes/

https://www.facebook.com/vivienfortesoficial/

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