Publicado 04 de Julho de 2021 - 14h26

Por Correio

Total proteção para pacientes e dentistas, equipamentos que permitem cirurgias a distância e bonecos que simulam o funcionamento do corpo humano fazem parte da formação dos profissionais de saúde

Ricardo Lima

Total proteção para pacientes e dentistas, equipamentos que permitem cirurgias a distância e bonecos que simulam o funcionamento do corpo humano fazem parte da formação dos profissionais de saúde

O mundo está mudando de forma cada vez mais veloz. De olho nas mudanças, hábitos se transformam e pessoas se reinventam. Essas são certezas que qualquer empresa ou empreendedor mantém em mente para garantir sua perenidade e relevância mercadológica e social. A estabilidade não é mais estática e os negócios precisam se manter sustentáveis mesmo se transformando o tempo todo. O estável se tornou também dinâmico, e essa tônica vale para a área da Saúde, principalmente, em tempos de pandemia, período em que o segmento assiste a uma de suas maiores revoluções.

Com a alteração constante de cenário, acompanhar o movimento exige um processo igualmente ágil, flexível e, principalmente, aberto a novas ideias. Desafiar velhos conceitos e mentalidades se tornou fundamental para dar amplitude a projetos relevantes. É dentro dessa premissa que a Faculdade São Leopoldo Mandic, em Campinas, vem consolidando, nos últimos anos, seu processo de ofertar inovação para sua comunidade acadêmica, alinhando ciência e tecnologia, numa sintonia fina que busca, através dos cuidados em saúde, melhorar as condições de vida das pessoas.

Ultrapassando as paredes de suas unidades de ensino e alcançando todo um ecossistema que compreende hospitais e clínicas espalhadas por todo o Brasil, o diretor de Novos Projetos e Inovação da São Leopoldo Mandic. Zeca Junqueira explica que o objetivo principal da faculdade tem sido pautado em entender o comportamento dos membros de sua comunidade, e assim conseguir, por meio de novas tecnologia, potencializar os projetos desenvolvidos por alunos e docentes e, de fato, levar o conhecimento acadêmico para a realidade social.

“Montamos uma diretoria de processos bastante ligada com nossa área de Tecnologia da Informação, onde nós praticamente triplicamos o tamanho do nosso laboratório para poder atender todas as áreas de inovação e tecnologia, que atendem às demandas das áreas acadêmicas e administrativas e também no desenvolvimento de patentes”, disse.

De olho no futuro, a Faculdade São Leopoldo Mandic tem promovido e incentivado a publicação dos trabalhos e projetos técnico-científicos de seus alunos e professores. Nos últimos quatro anos acompanhou o registro de 38 patentes. Uma média de quase dez patentes por ano. Uma marca bastante expressiva e resultado de uma intensa pesquisa técnico-científica de alunos e docentes, incentivada através de um redirecionamento institucional que a instituição realizou há cinco anos, que culminou na criação de uma convergência entre os trabalhos desenvolvidos por alunos, com o mercado de trabalho, e sociedade.

“São trabalhos que garantem contribuição relevante ao desenvolvimento regional e nacional na área da saúde. Essas patentes agora estão sendo potencializadas através do nosso hub de inovação, criando um interesse mercadológico e de impacto social na saúde para que a gente possa aplicar não só na área de pesquisa, mas também em uma comunidade promovendo novas formas de inclusão”, explica.

Por conta do resultado expressivo de pesquisas desenvolvidas nos cursos de mestrado, a instituição criou um núcleo de Inovação em Tecnologia, que avalia o interesse social e comercial dessa patente para potencializar novas parcerias e ampliar o alcance do projeto de pesquisa desenvolvido.

“Instigamos nossos alunos a resolverem problemas locais ou sociais e incorporamos a disciplina de inovação, que além de agregar para carreira profissional foi um combustível para o desenvolvimento de projetos com foco na inovação na área da saúde”, reforça a diretora de desenvolvimento da Faculdade, Tatiana Sabadini Rezende, que atua junto aos novos projetos da São Leopoldo Mandic. Entre os frutos desse trabalho a diretora aponta uma patente que, inclusive, já está licenciada para uma empresa de implantes e entrará no mercado em janeiro de 2022. Uma segunda patente está em fase de teste do protótipo para posterior comercialização por uma outra empresa. As duas empresas são brasileiras. Outra ação destacada nesse processo de inovação que vem trilhando a Faculdade no desafio de aliar tratamentos modernos em saúde ao alcance social, está o desenvolvimento de um prontuário digital para pacientes.

Segundo Tatiana, o prontuário permite o acesso dos pacientes a exames de alta tecnologia, que melhoram o acesso a serviços de qualidade para que as pessoas possam tratar do seu bem mais precioso: a saúde.

“É preciso encontrar novos caminhos que facilitem a prevenção e promoção à saúde. Nesse sentido, como não pensar na tecnologia? Também estamos desenvolvendo um aplicativo para que toda a nossa comunidade possa utilizar e facilitar o contato com nossos departamentos e os acessos à instituição”, completa.

Outro ponto de vanguarda alcançado pela instituição tem sido a disposição da Faculdade em investir em startups que tenham o propósito de impactar o setor de saúde no país. O objetivo é construir o maior centro de healthtechs, que são startups da área da saúde, do Brasil.

Nesse caminho, desde maio, a faculdade mantem uma parceria com a empresa Act!on que, justamente, permite que startups da área da saúde possam participar de um programa de aceleração que agiliza as ações estratégicas com foco no seu crescimento, viabilizando conexões entre os diversos agentes do setor da saúde, captando investimentos e promovendo o acesso a um dos maiores ecossistemas de saúde do país, a própria rede de unidades de ensino, laboratórios de pesquisa, hospitais e clínicas do Grupo São Leopoldo Mandic.

“Essa iniciativa pioneira é um diferencial em relação ao que tem sido feito no mercado de saúde na região de Campinas. Junto com a Act!on, vamos propiciar que essas healthtechs tenham respaldo técnico e também científico em suas mentorias, além de serem apresentadas aos mais diversos investidores do país”, completa Zeca Junqueira.

Segundo o diretor, quem ingressa hoje na Faculdade de Medicina ou de Odontologia da São Leopoldo Mandic sairá para atuar como médico ou como dentista em um mundo totalmente diferente do atual e vai estar preparado para atuar com excelência e relevância social.

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