CARLO CARCANI

Menos conversa e mais ação

Carlo Carcani
carlo@rac.com.br
16/04/2013 às 15:58.
Atualizado em 25/04/2022 às 20:12

“Não vou dizer o que vou fazer, mas a camisa do Guarani será honrada e muita coisa vai mudar.”

A frase acima é do ex-presidente do Guarani, José Luiz Lourencetti. Logo após ao rebaixamento no Paulistão de 2001, o ex-dirigente prometeu mudanças para “honrar a camisa do Guarani”.

Estamos em 2013 e nada mudou no Brinco de Ouro, a não ser o número de rebaixamentos, que não para de crescer.

Promessas de mudanças acontecem desde então e notem que, durante muito tempo, o clube ainda teve recursos do Clube dos 13 e as dívidas trabalhistas não estavam em fase de execução.

O Guarani Futebol Clube foi mal administrado durante anos e anos e não está na Série A2 e na Série C por azar ou algo do gênero. Nada foi feito pelos últimos presidentes para reverter a crise, muito pelo contrário. Cada um a seu modo, contribuíram para que o clube chegasse ao desastroso estágio atual.

Álvaro Negrão tem poucos meses no cargo. Assumiu a presidência em um período difícil e começou muito mal, com uma campanha ridícula no Campeonato Paulista.

Ao contrário do que aconteceu no começo do século, o Guarani não tem mais tanto tempo para brincar com a própria sorte. São mais de 400 processos trabalhistas e a Justiça não vai aceitar mais que o clube empurre a dívida com a barriga.

Álvaro Negrão, portanto, não pode jogar palavras ao vento, como fizeram seus antecessores. Alguém precisa fazer alguma coisa antes que tudo fique ainda pior.

Hoje, o prefeito Jonas Donizette se reúne com Sérgio Carnielli. Amanhã, com Álvaro Negrão. Depois disso, o prefeito deve dar o sinal verde para os projetos da Arena da Ponte Preta e da transação do entorno do Brinco de Ouro.

É fundamental que Negrão beire a perfeição nessa negociação. Ele precisa escolher bem os investidores e também se preocupar com mecanismos para impedir que, num futuro próximo, o Guarani volte ao estágio atual, mesmo depois da negociação de parte de seu patrimônio.

Para isso, o presidente precisa escolher o melhor negócio e modernizar o estatuto do clube. O Guarani não resistirá por muito tempo se ficar apenas reclamando do passado e prometendo glórias no futuro.

A situação é crítica e exige ações efetivas para que o time volte a ter recursos. O futebol é muito caro e o Guarani, um clube que parou no tempo, não consegue mais competir em campeonatos de alto nível.

Negrão não pode errar. E precisa agir.

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