EM PAULÍNIA

Guarani sofre a 3ª derrota consecutiva na Série A2

O Bugre perdeu para o Santo André por 2 a 0 e deu adeus ao sonho de alcançar o acesso à elite paulista

Carlos Rodrigues
26/03/2014 às 14:38.
Atualizado em 27/04/2022 às 00:32

Cinco jogadores dispensados, fim do processo eleitoral e a expectativa por uma postura diferente. O Guarani até tinha esperança de que as decisões extra-campo pudessem interferir positivamente de alguma forma no time, mas tais perspectivas foram sumariamente mortas nesta quarta-feira (26). Outra vez, o Bugre escancarou suas limitações e perdeu a terceira seguida na Série A2 do Campeonato Paulista.O algoz da vez foi o Santo André, que nem precisou apresentar tanta qualidade para vencer por 2 a 0 - gols do atacante Nunes -, no Estádio Luiz Perissinotto, em Paulínia, em partida válida pela 16ª rodada. O resultado faz com que o alviverde aumente o jejum de tropeços para cinco jogos. Estacionado nos 21 pontos, não tem mais chance alguma de acesso.Nos últimos três jogos - o próximo é domingo (30), contra o Capivariano, em Paulínia - praticamente cumprirá tabela, embora seja de bom tom que some logo pontos suficientes para evitar que o fantasma de um novo rebaixamento comece a ganhar forma. Já o Ramalhão vive fase oposta. Com 29 pontos e sem perder há onze jogos, segue firme na luta por uma vaga na elite. Horário ruim, forte calor e a situação do Guarani incômoda na tabela. Eram poucas as atrações para a partida, tanto é que o público de 397 pagantes foi o pior do clube como mandante. Os corajosos torcedores, no entanto, ainda conseguiram ver o mínimo de decência no começo de jogo dos donos da casa, que tiveram posse de bola e tentaram agredir. Ficou só na intenção. A nítida falta de confiança ficou evidente quando, em uma das chegadas no ataque, Fumagalli, Fabinho e Giba trocaram passes, mas todos pareciam com medo de finalizar a gol. Já o Santo André sabia muito bem o que fazer. O técnico Vilson Tadei mostrou ter estudado o adversário e instruiu seus comandados a explorar a deficiência defensiva do lateral-esquerdo Jefferson. Os jogadores seguiram a ordem à risca, tanto é que, absolutamente, todos os lances foram criados por ali. Já diz o ditado, 'água mole em pedra dura, tanto bate até que fura'. Se a 'pedra' for mole então, melhor ainda. E, em uma das muitas vezes em que superou Jefferson, Ângelo levou ao fundo e cruzou para Nunes abrir o placar, aos 43'. No intervalo, o técnico Márcio Fernandes fez a opção mais óbvia e tirou Jefferson para deixar o time mais ofensivo com Roninho. Os planos de reação, porém, foram frustrados logo aos 4'. Chico arriscou de fora e Juliano espalmou. No rebote, ninguém acompanhou Nunes, que ampliou.O gol terminou de destruir emocionalmente o Guarani. Sem forças para nada, o time se segurou para não levar mais. E só não tomou porque o Santo André, mesmo sem ter uma brilhante apresentação, desperdiçou algumas oportunidades.

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