Integrantes das Forças Armada estão em frente ao Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, no Rio
Na Barra da Tijuca, no Rio, 1,1 mil integrantes das Forças Armadas estão em frente ao Hotel Windsor para impedir que eventuais protestos atrapalhem o evento (Agência Brasil)
O leilão do campo de Libra, o primeiro do pré-sal a ser oferecido à iniciativa privada, está marcado para as 14h desta segunda-feira (21) no Rio, e foi amparado por um esquema jurídico e de segurança do governo federal. Nos tribunais, o governo conseguiu “driblar” a maior parte das ações judiciais que tentavam impedir o evento. Nas ruas da Barra da Tijuca, em frente ao Hotel Windsor, 1,1 mil integrantes das Forças Armadas foram mobilizados para impedir que eventuais protestos atrapalhem o evento. Para garantir a segurança do leilão, foi montada a operação de Garantia da Lei e da Ordem, que vai durar até o fim da noite de hoje. Os militares têm escudos e estão armados com escopetas, bombas de gás lacrimogêneo e armas com balas de borracha. Além das tropas federais do Exército sediadas no Rio de Janeiro, a segurança terá o reforço da Marinha do Brasil, da Força Nacional de Segurança e da Polícia Militar. Toda a área próxima ao hotel Windsor Barra terá o trânsito interditado. Isso deve evitar que os participantes de um protesto que está sendo convocado pelas redes sociais contra o leilão cheguem perto demais do hotel. Para as 10h está marcada uma concentração na Barra da Tijuca, entre a Ponte Lúcio Costa e a Praça do Ó. Poderá ocorrer ainda uma passeata, no fim da tarde no centro do Rio. Antes de fechar ruas e impedir que os manifestantes chegassem perto demais do local do leilão, o governo teve de se proteger em outra frente: a jurídica. A Advocacia-Geral da União anunciou no domingo, 20, mais vitórias nas ações judiciais abertas no Paraná e em Campinas (SP) para tentar impedir a realização do evento. Das 24 ações que contestam o leilão, a AGU já saiu vitoriosa em 18 delas. Seis ainda estão em processo de análise nos tribunais, que seguem sendo monitoradas. Todo o trabalho de retaguarda será para garantir que um evento “a jato”, que deverá durar aproximadamente meia hora. A disputa pela melhor oferta, no entanto, vai durar, no máximo, dez minutos. O parâmetro para decidir o vencedor é a oferta de óleo. O edital determina um mínimo de 41,65% de óleo-lucro para a União, e a maior oferta vence. Em caso de empate, a disputa irá para o lance em viva-voz. O resto, ao contrário do modelo de concessão, não varia. O bônus de assinatura será fixo em R$ 15 bilhões e os porcentuais de conteúdo local têm um mínimo estabelecido e não influenciarão no resultado. O leilão de Libra será o primeiro sob o regime de partilha da produção, em vigência desde o fim de 2010. Embora o leilão não tenha despertado interesse de grandes petroleiras internacionais, o governo trabalha com a informação de que pelo menos um consórcio fará oferta por Libra. Segundo fontes de mercado, trata-se de uma parceria entre a Petrobras com duas estatais chinesas que ainda não atuam no Brasil, a CNOOC e a CNPC. Em troca pela parceria na exploração do campo, dizem fontes, as empresas chinesas também se uniriam à gigante brasileira na construção de refinarias no Nordeste, negócio considerado mais lucrativo. Veja também Exército já ocupa área onde será o leilão de Libra A expectativa é de que a tropa esteja preparada para agir em casos de manifestações Petroleiros da Baixada Santista entram em greve Intenção da categoria é reivindicar reajuste salarial e também fortalecer a luta contra o leilão do Campo de Libra Exército terá reforço da Marinha para o leilão de Libra Reforço será para 'patrulhamento ostensivo na faixa do litoral e nas vias do entorno' do hotel, segundo comando militar Cerca de 700 militares atuarão durante o leilão de Libra Informação é do Ministro da Defesa, Celso Amorim. Leilão na camada do pré-sal será na segunda