Sequência sem brilho do meia começa a incomodar dirigentes do clube paulista
Principal candidato a perder o lugar na equipe para o jogo contra o The Strongest, na quinta-feira, no Morumbi, Ganso pode até não voltar para a reserva, mas ainda estará longe de convencer a diretoria de que o esforço para tirá-lo do Santos valeu a pena.
Contratado por quase R$ 24 milhões em setembro, o consenso é de que o meia até agora não fez valer o investimento e algumas pessoas de dentro do clube começam a questionar a demora dele em pelo menos ser mais participativo nos jogos.
É verdade que nos 45 minutos que atuou diante do Linense, no último sábado, Ganso mostrou mais disposição, mas não se destacou e ainda viu o também meia Jadson ter mais uma grande atuação. Ao menos por enquanto, a opinião corrente no Morumbi é de que o astro que veio do Santos não é um fiasco e que apenas precisa de tempo para se adaptar ao São Paulo.
O planejamento em torno da recuperação da lesão no músculo reto femoral da coxa esquerda foi seguido à risca e, embora não admitam publicamente, os dirigentes esperavam que Ganso ao menos se apresentasse com um pouco mais de consistência e uma postura mais decidida, algo que ainda não aconteceu.
O único a se manifestar publicamente sobre o assunto foi o presidente do clube, Juvenal Juvêncio, que há algumas semanas disse “ainda não estar animado” com o desempenho de Ganso com a camisa são-paulina, mas deixou claro que confia na sua recuperação. Desde então, sua opinião permanece a mesma: o meia precisa mostrar mais.
Juvenal era inicialmente refratário à contratação, mas acabou convencido pelo diretor de futebol, Adalberto Baptista, de que o negócio seria bom porque o atleta chegaria ao Morumbi motivado a retomar seu melhor jogo e recuperar o espaço na seleção brasileira.
E no epicentro dos interesses está Ney Franco. O treinador é pressionado pela torcida que quer ver o meia em campo e sabe que dentro do clube não são poucas as vozes que acham que ele precisa de uma sequência longa para finalmente se firmar. Até aqui, no entanto, tem resistido e o escala quando acha conveniente mesmo quando precisa responder aos questionamentos.
“Ele fez dois jogos como titular e se achar que será interessante utilizá-lo de novo, vou utilizar. Senão, não. Ele não é um abacaxi para eu descascar, abacaxi seria se não estivéssemos ganhando nossos jogos”, ponderou o treinador.