MILENE MORETO

Ficou mais leve

Milene Moreto
03/05/2013 às 05:00.
Atualizado em 25/04/2022 às 17:48
iG - Milene Moreto (Cedoc/RAC)

iG - Milene Moreto (Cedoc/RAC)

O prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT) comentou ontem em seu blog a relação de independência que diz ter tido com o Poder Legislativo durante seus dois mandatos. O pedetista afirmou que durante sua gestão, as relações com os vereadores foram todas de caráter institucional. “O Legislativo municipal jamais esteve ajoelhado ao Executivo”, disse o ex-chefe do Palácio dos Jequitibás. Mas, na prática, os legisladores não entendiam assim.

Recordar é viver

Quando as “relações institucionais” citadas por Hélio começaram a desandar entre o Executivo e o Legislativo, em 2010, surgiu na Câmara um grupo de descontentes que se autointitulou de G-11 e passou a ser contrário a medidas adotadas pela Administração. A reação do Executivo, na época, foi retirar os cargos que os parlamentares mantinham no governo e isolar o grupo de todas as ações da Prefeitura. 

Não reconheço

Na época, Hélio dizia não reconhecer o G-11. O então coordenador de Comunicação da Prefeitura Francisco de Lagos disse ao joranl "Correio Popular" no dia 18 de fevereiro de 2010 a seguinte frase: “É natural que haja afastamento quando aliado traz problemas”.

Defesa

Canário, que conseguiu na Justiça o direito de permanecer no PT, disse ontem que a condução do processo pelo partido foi permeada de equívocos e, por essa razão, recorreu à Justiça para que não houvesse ainda mais danos a sua imagem. O secretário de Trabalho e Renda também afirmou que em nenhum momento foi ouvido pelo diretório estadual para que ele pudesse justificar seu cargo no governo do prefeito Jonas Donizette (PSB). O petista também garantiu que não recorreu da decisão no diretório nacional da sigla.

PT Campinas

O PT Campinas informou ontem que a decisão favorável a Canário ocorreu na esfera judicial e, como não é uma decisão local, o partido só irá se manifestar após ter conhecimento do teor da petição inicial. Porém, em nota, o presidente Ari Fernandes disse que o PT respeita o direito de qualquer filiado recorrer à Justiça. Disse ainda que os expulsos recorreram ao diretório estadual e, agora, gozam do efeito suspensivo da decisão da instância municipal como estabelece o estatuto da legenda.

Estadual

Para Ari, a comissão executiva estadual reconheceu como legítima a decisão do diretório de não participar do governo Jonas e concedeu 20 dias para os “infiéis” pedirem exoneração ou desfiliação. Se os expulsos não tomarem nenhuma das duas decisões, de acordo com as informações do presidente do partido, as expulsões estarão confirmadas pela estadual.

A todo vapor

Os vereadores de Campinas estão discutindo os mais variados assuntos na Câmara, que vão desde a segurança nas agências bancárias até a condição de atendimento dos usuários de droga na cidade. Das reuniões já surgiram várias boas ideias. O que resta saber é quantas delas sairão do papel e serão colocadas em prática. Ao final dos trabalhos das comissões de estudo, os parlamentares deverão apresentar relatório dos debates.

Adiou outra vez

Apesar de ter constado ontem na pauta da sessão de julgamento, o recurso de Edson Moura Júnior (PMDB) mais uma vez foi adiado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A expectativa agora é de que o pedido de Moura Júnior para retornar ao posto de prefeito de Paulínia seja avaliado na sessão da próxima terça-feira. O recurso está parado desde que a ministra Luciana Lóssio pediu vistas do processo. Só para lembrar, a relatora Nancy Andrighi e o ministro Marco Aurélio Melo já se declararam favoráveis ao retorno de Moura Júnior. Atualmente quem comanda a Prefeitura é José Pavan Júnior (PSB). 

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