TELEVISÃO

Exilado e recluso, 'Picasso persa' é tema de documentário

Mohassess foi obrigado, 30 anos atrás, a se exilar do Irã após ter sido censurado pelo governo por causa de praticar arte iconoclasta e fazer declarações contundentes

João Nunes/Especial para o Correio Popular
06/07/2015 às 18:35.
Atualizado em 23/04/2022 às 08:41
Conhecido como o "Picasso persa", ele teve muitas obras destruídas pelo, então, novo governo iraniano chamado de "revolucionário" ( Reprodução)

Conhecido como o "Picasso persa", ele teve muitas obras destruídas pelo, então, novo governo iraniano chamado de "revolucionário" ( Reprodução)

Dê uma chance ao documentário, visto sempre com desconfiança e preconceito, e assista a Gritos de Felicidade (Max, 23h, 14 anos), da iraniana Mitra Farahani (2014), sobre o artista plástico, também nascido no Irã, Bahman Mohassess, morto em 2010. E não só porque fala sobre arte, mas porque o assunto é político. Mohassess foi obrigado, 30 anos atrás, a se exilar do país após ter sido censurado pelo governo por causa de praticar arte iconoclasta e fazer declarações contundentes. E ainda há quem queira ditadura. Democracia é o melhor que temos; aproveitemos. O filme foi rodado no hotel no qual ele vivia sozinho e recluso em Roma. Conhecido como o “Picasso persa”, ele teve muitas obras destruídas pelo, então, novo governo iraniano chamado de “revolucionário”. Ou seja, mais uma demonstração de que as extremas esquerdas e direitas são faces nefastas da mesma moeda. O filme esteve na seleção oficial de Berlim e foi aclamado pela crítica internacional. Boa oportunidade de conhecer (quem não conhece) a obra do artista com um cinema de qualidade.

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