PENTATLO

Retorno em grande estilo

Após ficar um período afastada do esporte, a campineira Victoria Marchesini chega ao vice-campeonato brasileiro de pentatlo moderno no fim de 2023 e renova o fôlego para o novo ano

Esportes Já
05/02/2024 às 09:02.
Atualizado em 05/02/2024 às 09:02
Em cima de um cavalo, a campineira demonstra tranquilidade: domínio (Divulgação)

Em cima de um cavalo, a campineira demonstra tranquilidade: domínio (Divulgação)

Ao subir no pódio em dezembro do ano passado no Centro Esportivo da Universidade Castelo Branco, em Realengo, no Rio de Janeiro, Victoria Marchesini mostrou que não perdeu a velha forma. Depois de se afastar do esporte por cerca de cinco anos, ela retomou os treinos e competições em 2023 e encerrou o ano com um sorriso largo e medalha no peito. Na capital fluminense, ela conquistou o vicecampeonato brasileiro da pentatlo moderno, em torneio chancelado pela Confederação Brasileira da modalidade, e agora inicia 2024 confiante em alçar voos maiores.

“Meu sonho é levar o nome de Campinas para o mundo”, diz a campineira especialista no esporte que reúne cinco modalidades: hipismo, esgrima, natação, tiro esportivo e corrida. Hoje, aos 25 anos, ela renova as metas que norteiam sua carreira desde quando dava os primeiros passos e era considerada grande promessa. “Com o vice-campeonato, ocupo agora o quarto lugar no ranking brasileiro de pentatlo moderno, algo muito importante para mim”, celebra.

No pódio, foi impossível para Victoria evitar lembranças. O seu último grande ano antes da retomada da rotina de atleta está vivo em sua memória. Em 2018, entre outras conquistas importantes, ela chegou a ficar na segunda colocação individual no Pan-Americano e Sul-Americano disputados na Argentina. A campineira não abre mão de ir além, embora esteja bem ciente das dificuldades que, em tese, se resumem na falta de recursos financeiros.

“Preciso e quero disputar competições em nível mundial para fortalecer meu nome no ranking. Como atleta, sei que tenho condições de fazer um bom papel”, afirma.

No Rio de Janeiro, entre as cinco modalidades em disputa, Victoria se destacou no hipismo, sua especialidade. Apaixonada por cavalos, ela ainda se lembra da sensação ao realizar a primeira montaria na vida, quando ainda era uma menina. “Foi em Barão Geraldo, próximo a uma área onde meu pai iria abrir um negócio. Ali tive a convicção de que me tornaria uma atleta”, lembra.

Energizada pela sua história, a campineira fez de 2023 um ano especial. Foram várias competições e resultados importantes em cada uma das cinco modalidades do pentatlo moderno para poder chegar no final do ano em boas condições na busca pelo pódio. Para 2024, ela redobra o fôlego e reforça a determinação de quem chegou a vender balas no semáforo para conseguir disputar competições. “Faço o que amo”, declara.

Um de seus compromissos neste ano está voltado para Paris: torcer pela amiga Isabela Abreu, a representante brasileira no pentatlo moderno na Olimpíada, é um dever. “É uma grande competidora, uma pessoa excepcional e me sinto representada por ela em Paris”, elogia.

Depois da Olimpíada, o hipismo será substituído pela corrida com obstáculos no pentatlo moderno. Apesar de especialista em montarias, Victoria não lamentou a decisão. “Já estou me preparando e conseguindo boas performances”, diz, referindo-se ao esporte inspirado no American Ninja Warrior, formato original da NBC, canal de TV popular nos EUA. Assim, saltar muros, passar por debaixo de obstáculos e se segurar em argolas serão as novas atribuições de um pentatleta a partir do segundo semestre. 

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