JOGOS SUL-AMERICANOS DA JUVENTUDE

Jovem atleta do IVCL volta do Panamá com medalha na bagagem e melhor marca da carreira

Brasil conquista o tetra da competição multiesportiva e supera seu próprio recorde de medalhas

Esportes Já
04/05/2026 às 17:01.
Atualizado em 04/05/2026 às 17:01
O Brasil alcançou um total de 157 conquistas - 58 ouros, 51 pratas e 48 bronzes (Divulgação)

O Brasil alcançou um total de 157 conquistas - 58 ouros, 51 pratas e 48 bronzes (Divulgação)

Ana Laura Trevisan voltou dos Jogos Sul-Americanos da Juventude com motivos para comemorar. A jovem atleta de 17 anos, do Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima (IVCL), conquistou a medalha de bronze nos 2.000 metros com obstáculos, no Panamá. Na prova, alcançou a melhor marca da carreira - 7 minutos e 17 segundos – e contribuiu para o tetracampeonato do Brasil na competição multiesportiva. 

A fundista celebrou o feito. “É uma conquista especial por ser minha primeira medalha internacional. Foi resultado de muita resiliência, e muitas pessoas se envolveram no processo para que eu pudesse fazer o meu melhor e trazer uma medalha para o Brasil”, celebrou Ana. 

Competindo pela primeira vez no Panamá, a atleta seguiu à risca o planejamento traçado com seu treinador, Alex Lopes. “É um lugar bom por ser no nível do mar, além de a pista ser excelente”, comentou, sem deixar de apontar o calor e o pouco vento como fatores adversos. “O clima estava abafado”, acrescentou. 

Já de volta ao IVCL, Ana treina pensando nos próximos objetivos. “Vou participar das principais competições nacionais da minha categoria e das categorias acima, visando melhorar meus tempos. Quero buscar minhas classificações para campeonatos internacionais, como, por exemplo, o Sul-Americano Sub-18, que será realizado no Brasil em outubro. Quero me superar e ser melhor todos os dias”, diz Ana. 

Alex Lopes, treinador do IVCL, acompanhou a atleta nos Jogos e ficou satisfeito com o resultado. “Notei que a Ana ‘repicou’ um pouco no fosso, o que mostra que ainda podemos melhorar bastante. Estou motivado para os próximos desafios, vamos seguir trabalhando e nos dedicando para os campeonatos que ela disputará, inclusive nas categorias acima da dela. É uma das atletas selecionadas para integrar o projeto Corre do Amanhã do IVCL com a Olympikus, e tem muito potencial”, comenta Alex. 

CAMPANHA 

A delegação brasileira de atletismo conquistou 25 medalhas (6 ouros, 10 pratas e 9 bronzes) nos quatro dias de disputas e ajudou o Brasil a manter a hegemonia continental. O país é o único vencedor das quatro edições dos Jogos Sul-Americanos da Juventude, que reúnem atletas dos países do continente entre 14 e 17 anos. No Panamá, foi um total de 157 conquistas (58 ouros, 51 pratas e 48 bronzes), números que levaram o Brasil a bater seu próprio recorde, superando Santiago 2017, quando havia conquistado 152 pódios. 

Pelo número de ouros, a Venezuela ficou em segundo lugar, com um total de 83 medalhas, sendo 33 douradas, 21 de prata e 29 de bronze. A Argentina também se destacou, com 105 (32, 39 e 34), seguida pela Colômbia, com 89 (26, 19, 44). 

“Um dos nossos objetivos era ser tetracampeão dos Jogos”, disse o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marco La Porta. “Chegamos como favoritos, mas na hora da disputa, nada é fácil, ainda mais para equipes tão jovens. Por isso, o Comitê Olímpico do Brasil fez de tudo para entregar um ótimo nível de serviços para que os atletas tivessem toda a estrutura necessária para fazer o melhor possível. Essa competição dialoga muito bem com a nossa ideia de formar uma nação esportiva. O êxito no Panamá nos ajuda a forjar uma geração vencedora e inspirada pelos valores olímpicos”, completou o presidente. 

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