
Felipe Tim (à esquerda) e Lucas Wudson superaram dupla argentina na final da disputa por equipes do arco recurvo (Juliana Ávila/COB)
O tiro com arco foi um dos destaques do Brasil nos Jogos Sul-Americanos da Juventude no Panamá, que ocorreram entre 12 e 25 de abril. E Felipe Tim, da Associação dos Arqueiros de Campinas (Acamp), esteve entre os que fizeram a diferença para a seleção brasileira. O jovem de 17 anos foi o responsável por acertar o disparo decisivo que garantiu a medalha de ouro por equipes ao país no arco recurvo em uma final emocionante com a argentina.
Felipe e Lucas Wudson decidiram o ouro contra os argentinos Thiago Barbieri e Gabriel Tonina em uma disputa equilibrada que aconteceu no último dia 18. O duelo chegou a ficar empatado em 4 a 4 e precisou ser definido no shoot-off, o desempate final, também chamado de “flecha da morte”. O último tiro ficou a cargo de Felipe e somente um 10, ou seja, um tiro no centro do alvo, garantiria o ouro. O disparo foi perfeito.
“É o que eu mais gosto. Eu conheço o meu tiro, eu sei do que eu sou capaz de fazer. Para mim é algo comum, eu consigo manter a calma”, disse Felipe após a final ao site do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Mais relaxado, se permitiu aproveitar o momento. “Eu achei que poderia ter sido um pouquinho melhor, sabe? Ficar um pouquinho menos afogado. Mas foi até a última flecha e é sempre assim, até o último tiro. Mas cara, eu gostei bastante de poder fazer a final nos Jogos Sul-americanos da Juventude representando o Brasil. Estou achando o máximo, é a melhor competição a que já fui”, falou.
Ao Esportes Já Felipe revelou que passou por situação parecida no Sul-Americano da modalidade disputado o ano passado no Chile, onde conquistou a medalha de ouro no individual. “A decisão foi contra um boliviano. Eu tinha começado ganhando, ele conseguiu empatar e de novo foi pra shootoff. Ele fez um 8 e eu fiz um X (10)”, lembrou, enfatizando que consegue lidar bem em situações de pressão. “É uma característica minha. Mantenho a respiração bem tranquila.”
Lucas, o parceiro de Felipe na conquista do ouro no Panamá, também falou sobre equilíbrio depois da decisão com a dupla argentina. “Desde o momento que eu entro na linha, antes de atirar, o coração já fica batendo muito forte, saindo pela boca. Aí eu busco sempre manter a respiração focada, como minha psicóloga ensinou. A única coisa que você pode controlar é a respiração. Aí, todo o resto fica controlado, a mente, e dá para seguir firme”, contou.
O que não deu para controlar foi o abraço que Lucas deu em Felipe após a flecha na mosca que garantiu o 10 da vitória. “É uma sensação muito boa, é libertador ganhar uma competição desse tamanho, dessa magnitude. É muito importante para mim”, contou Lucas.
Na disputa masculina por equipes do arco composto, João Pedro Ferreira e João Pedro Venturini bateram os favoritos colombianos Juan Gonzalez e Jeronimo Agudelo por 149 a 147. O resultado garantiu a medalha de ouro, também conquistada por Luiza Langone no individual do recurvo feminino. Na decisão, Luiza superou a argentina Isabella Chorvat por 6 a 2.
Os Jogos Sul-Americanos da Juventude são um evento multiesportivo que reúne atletas entre 14 e 19 anos de países da América do Sul e chegou a sua quarta edição no Panamá. O Brasil participou das disputas com cerca de 250 atletas em 22 modalidades.
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