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ACJ celebra 20 anos com veteranos no pódio

Atleta da associação conquista prata no Pan-americano e se prepara para o Mundial

Esportes Já
25/05/2026 às 12:11.
Atualizado em 25/05/2026 às 12:29
Pódio da categoria M3 (40 a 44 anos), meio-pesado (-100kg) no Pan-americano de Guayaquil com a presença de Allan Silas Calux, da Associação Campineira de Judô (Divulgação)

Pódio da categoria M3 (40 a 44 anos), meio-pesado (-100kg) no Pan-americano de Guayaquil com a presença de Allan Silas Calux, da Associação Campineira de Judô (Divulgação)

No ano em que completou duas décadas de existência, a Associação Campineira de Judô (ACJ) celebra de uma forma que já é tradição dentro da equipe: com os veteranos no pódio. Reconhecida pela sua força entre os lutadores acima de 30 anos, a ACJ conquistou com seus experientes atletas medalhas a nível continental e interestadual neste início de maio. Agora se mobiliza para participação em novas competições nos próximos meses, incluindo o Mundial da categoria.

Allan Silas Calux, de 43 anos, foi um dos atletas veteranos que voltaram para casa com medalha na bagagem nos últimos dias. Ele conquistou a prata no Campeonato Panamericano disputado nos dias 2 e 3 de maio, na cidade de Guayaquil, no Equador. Duelando contra atletas do país anfitrião e da Venezuela, Calux ficou em segundo lugar na categoria M3 (40 a 44 anos), meio-pesado (-100kg). É a segunda medalha internacional do atleta, que em 2025 também ficou com a prata no Sul-Americano.

“O Allan começou no judô por causa da filha e, mesmo ela parando muito nova, ele continuou e hoje é referência nos atletas, um dos maiores incentivadores da molecada”, diz Claudio Tateama, técnico da ACJ. A participação de Calux no Pan-americano foi uma preparação para o Mundial, que ele disputará entre de 20 a 24 de setembro, em Sarajevo.

Já Pedro Simões e Leandro Gama conquistaram medalhas na 2° Copa RS Internacional disputada nos dias 16 e 17 de maio, em Gramado. Ambos também ficaram com a prata em suas categorias. Na M3, Simões lutou na meio-pesado (-100kg) e Gama na pesado (+100kg). Agora os dois, junto com Tateama, serão representantes do Brasil no Sul-Americano que acontecerá no Paraguai entre 11 e 14 de junho.

TRAJETÓRIA

A ACJ foi fundada em 26 de dezembro de 2005 e registrada em 3 de janeiro de 2006. Nessa trajetória de 20 anos, a associação fortaleceu a base com títulos nacionais e internacionais, alcançou investimentos em projetos sociais e agrupou atletas experientes, que hoje se destacam nas competições em categorias acima de 30 anos.

“Muitos que treinavam não pararam e continuaram competindo, sendo destaques. Esses atraíram outros atletas da classe para ter onde treinar com pessoas da mesma idade, além de mesmo propósito e objetivo competitivo”, detalha Tateama ao explicar a razão da força dos veteranos da associação. Segundo o treinador, a equipe da categoria conta atualmente com 15 atletas atuantes em competições regularmente.

Entre alguns fatos marcantes nessas duas décadas de atividade, Tateama destaca a representatividade na seleção brasileira sub13, sub15, sub18, sub21 e de veteranos, além do fato de a “primeira mulher a obter o título de Kodansha na cidade de Campinas ser da ACJ”, diz o treinador. Priscila Leite Cardoso Branco alcançou a condição em 2023 e trata-se do sexto nível de graduação dentro da faixa preta.

Atualmente, a associação segue com sua rotina. “Continuamos com o trabalho desenvolvido através dos projetos sociais nas escolas estaduais José Maria Matosinho e Carlos Gomes”, explica Tateama. “Além disso, há atendimento à população gratuitamente nos polos Nova Campinas e Taquaral. Os atletas de base da ACJ estão em fase de renovação, sendo o primeiro ano de classe. Mesmo assim, estão representando a associação em campeonatos estaduais.”  

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