QUEM SÃO ELES?

Abram alas para os 'spikers'

Spikeball do Brasil faz bonito em competição no Chile e se prepara para o Mundial neste ano; Campinas é referência na modalidade

Esportes Já
05/02/2024 às 08:42.
Atualizado em 05/02/2024 às 08:51
Dos 33 convocados para a seleção que representou o Brasil no Latino Americano em Concon, no Chile, dez foram de Campinas (Divulgação)

Dos 33 convocados para a seleção que representou o Brasil no Latino Americano em Concon, no Chile, dez foram de Campinas (Divulgação)

Foi dada a largada para o circuito de competições de spikeball no Brasil em 2024. A modalidade, também chamada de roundnet e que tem Campinas como referência no país, conta com 19 torneios agendados até o fim do ano, incluindo três Grand Slams. Os atletas estão motivados depois de a seleção brasileira se destacar no Latino Americano, disputado no Chile, no final do ano passado. Já nesta temporada, acontece o Mundial, em Londres, no início de setembro.

A prática do spikeball é recente no Brasil e ainda pouco conhecida, mas ganha adeptos e desperta curiosidade. Na cidade, o Roundnet Campinas é a equipe destaque nas competições nacionais, que são organizadas pelo Associação Brasileira de Roundnet. Além de treinar e competir, a equipe busca divulgar o esporte.

“Em Campinas, uma comunidade de praticantes conta com 200 integrantes e as atividades acontecem no Parque Taquaral, na entrada pelo Portão 7, ou em locais previamente combinados”, explica Henrique Menez, vice-presidente do Roundnet Campinas. “Entre os praticantes na cidade, o mais novo tem 12 anos e o mais velho, 61.”

O esporte, que surgiu nos Estados Unidos, é jogado em duplas e se assemelha ao vôlei de praia. Uma bola com 30cm de circunferência e uma estrutura que lembra uma pequena “cama elástica” circular substituem a bola de praia e a rede. “Estamos abertos para receber as pessoas que queiram conhecer e praticar. É só enviar uma mensagem no Instagram (@roundnet.campinas)”, frisa Menez.

Dos 33 convocados para a seleção brasileira que disputou o Latino Americano, em Concon, no Chile, dez foram da cidade. O país foi campeão em duas categorias (mista e squads, um formato de 5 competidores que se revezam em uma melhor de três). Ficou ainda em terceiro lugar no Profissional Feminino e em quarto no Profissional Masculino. Disputada entre 30 de novembro a 3 de dezembro, a competição reuniu cerca de 400 atletas do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela, México e Panamá.

Neste ano, as expectativas estão voltadas para a realização do segundo mundial da modalidade. O primeiro aconteceu na Bélgica, em 2022, e o Brasil ficou na 68ª colocação entre 230 países.

Enquanto setembro não chega, as equipes locais se movimentam no circuito de competições da temporada, que teve início no dia 20 de janeiro com a realização do Beavers Series Misto1, no Parque Ibirapuera. O Roundnet Campinas foi campeão nas categorias Pro (Profissional) e Iniciante.

Na agenda de 19 torneios distribuídos ao longo de 2024 até dezembro, se destacam os Grand Slams, que garantem mais pontos no ranking nacional e premiação maior. Além de Campinas, outras cidades que se destacam na modalidade são Belo Horizonte (MG), Londrina (PR), Recife (PE), Balneário Camboriú (SC) e São Paulo.

Como se joga? 

O jogo envolve duas duplas que se posicionam em volta de um arco com uma rede ao centro. O objetivo é fazer a bola bater na rede e cair no chão de maneira que a dupla adversária não consiga defender. Cada dupla pode dar três toques na bola antes de lança-la na rede. “É possível jogar em qualquer lugar, seja na areia, grama, concreto e até mesmo na piscina”, explica Henrique. “A bola é inflável e de borracha.” Já o “set” é um aro padronizado de 90 cm de diâmetro e 15 cm de altura, com uma rede ao centro tensionada pelas extremidades.

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