Publicado 30 de Novembro de 2021 - 8h58

Por Lucas Rossafa / Correio Popular

Treinador foi o responsável direto por garantir a permanência da Ponte Preta na Série B do Campeonato Brasileiro

Álvaro Jr/Ponte Press

Treinador foi o responsável direto por garantir a permanência da Ponte Preta na Série B do Campeonato Brasileiro

Responsável direto por garantir a permanência na Série B do Campeonato Brasileiro, Gilson Kleina tem permanência ainda indefinida para próxima temporada.

Com contrato vigente até o final do ano, o treinador, definitivamente nas graças da torcida por evitar qualquer possibilidade matemática de rebaixamento, vai ter o futuro acertado a partir desta semana.

Na pauta da diretoria executiva que assume o comando da Macaca pelo quadriênio de 2022 a 2025, o comandante adota tom cauteloso e sem gerar grande expectativa sobre uma possível continuidade do trabalho no Estádio Moisés Lucarelli.

“Nós estamos em um término de transição de gestão. Vai iniciar, nessa semana, um novo presidente e uma nova diretoria. Eu marquei uma situação para resolver a minha vida com a Ponte Preta até o presente momento. Eu sempre deixei muito claro que vou respeitar qualquer tipo de escolha. Se for pela permanência de um trabalho, nós vamos se entregar de corpo e alma também. É começar um processo, se isso acontecer, com muito trabalho”, afirmou, em coletiva de imprensa.

Com base na manutenção da filosofia de jogo proposta pelo Coritiba, último adversário de 2021, Kleina, também em tom de despedida, deixou um recado para torcida.

“Eu posso até pegar o exemplo do Coritiba, que começou um trabalho com o (Gustavo) Morínigo. Eles não foram bem no Estadual e, depois, conseguiram fazer os ajustes e levaram o acesso. Não que isso vai acontecer conosco. Sei que o Campeonato Paulista é a Série A do primeiro semestre. É muito equilibrado”, analisou.

“A mensagem que eu deixo para torcida é: se a gente continuar, a entrega vai ser a mesma. Vamos colocar esse conceito moderno que nós estamos fazendo dentro da Ponte Preta. É potencializar as individualidades e fazer os ajustes coletivos para ter um crescimento. É entender a identidade e o perfil que nós queremos. Se não continuar, sei que é uma gratidão e um amor eterno”, emendou, emocionado.

Consenso

A ideia de Gilson Kleina é realizar um acordo que possa ser positivo para as duas partes envolvidas na negociação.

“Todo profissional quer iniciar um trabalho e quer um processo, mas é difícil ficar legislando para causa própria. Eu acho que a renovação tem que ser em comum acordo. Tem que ser uma coisa de muita convicção. Essa gestão tem uma nova diretoria que está chegando e um novo presidente. Se isso acontecer, nós temos que ter uma conversa. Se não acontecer também, sei o carinho que tenho por esse clube. Nós fizemos um trabalho não só de recuperação e de permanência, mas um trabalho em que muitas coisas aconteceram”, pontuou.

O trabalho desenvolvido a partir do início de junho também foi enaltecido pelo comandante.

“Hoje tem o modelo e tem o conceito de jogo. A equipe da Ponte Preta é vertical, haja vista os números. Eu preciso salientar que é a Ponte Preta era equipe que não tinha todo entrosamento, mas tinha o trabalho. É isso que nós conversamos. Os atletas estão pegando mais coragem cada vez mais. Teve muita finalização de fora da área. O futebol pede muito essa situação. Então tem muitas coisas boas que aconteceram nesse modelo”, adicionou.

“Eu tenho essa relação intensa com a torcida da Ponte, mas é com cabeça no lugar e tranquilo. A gente da responsabilidade, se continuar, na montagem de uma equipe. O calendário é espetacular, porque é Paulista, é Copa do Brasil e é Série B. A cada ano que passa, ela fica muito equilibrada. Então temos que ter um trabalho de muita entrega. Se não acontecer, eu vou torcer sempre para as coisas melhorarem e darem certo. Com certeza, se depender de Gilson Kleina, é claro que quero continuidade para deixar uma Ponte Preta não só melhor, mas ter as ambições de ter conquistas”, fechou.

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Lucas Rossafa / Correio Popular