Publicado 24 de Novembro de 2021 - 8h49

Por Lucas Rossafa/ Correio Popular

Visivelmente emocionado, Gilson Kleina se ajoelhou ao final da partida contra o Confiança, em Aracaju.

Álvaro Jr./PontePress

Visivelmente emocionado, Gilson Kleina se ajoelhou ao final da partida contra o Confiança, em Aracaju.

A vitória contra o Confiança pelo placar de 1 a 0, em Aracaju, sacramentou matematicamente a tão sonhada permanência da Ponte Preta na Série B do Campeonato Brasileiro.

Após o apito final na Arena Batistão, Gilson Kleina foi um dos mais emocionados com o fim do drama de disputar a Série C. Visivelmente aliviado, o treinador se ajoelhou no gramado e ergueu as mãos para os céus, em gesto de agradecimento por ter alcançado o objetivo da temporada.

Após cumprimentar os jogadores e integrantes da comissão técnica, caiu no choro por ter espantado o risco de queda da Macaca.

Em coletiva, o comandante fez um longo desabafo sobre os percalços enfrentados desde retorno ao Estádio Moisés Lucarelli.

“Eu não vou negar para vocês que tinha momento em que eu ia para casa e não tinha uma resposta. Eu não tinha uma palavra, às vezes, para chegar no outro dia e mobilizar todo mundo e como eu poderia conversar para deixar a confiança aflorada. Era não deixar de fazer o trabalho em campo”, afirmou, emocionado.

O alto número de lesionados no decorrer da temporada também foi um problema enfrentado pela Ponte Preta.

“Uma situação que nós convivemos muito nesse campeonato foram as lesões. Em momentos, nós perdemos atletas por cinco ou seis jogos. Nós fomos descobrindo atletas dentro do elenco e desenvolvendo os atletas da base. Os nossos jogadores que chegaram que estão entrando em forma só agora. São atletas que vinham de uma outra preparação e não vinham jogando nos seus últimos clubes”, lamentou.

Apesar de lutar contra o rebaixamento em toda campanha na Série B, Kleina fez questão de compartilhar o mérito pela permanência com todos os profissionais.

“Foram muitos processos. Para que isso acontecesse e para que nós atingíssemos um nível de desempenho melhor, eu tenho que falar muito do trabalho da comissão técnica e de todos. É Departamento Médico, comissão técnica e a nossa diretoria, que ficou o tempo todo conosco, além do nosso presidente. Mesmo em uma situação difícil, nós não poderíamos deixar de ser transparentes”, disse.

“O nosso torcedor entendeu que nós precisávamos do apoio e do carinho. É claro que a gente sabe que os elogios e as críticas fazem parte, mas sempre temos que tentar ver, em um contexto, como poderíamos trabalhar”, adicionou.

Lágrimas

Gilson também comentou sobre a emoção sentida após a vitória da Ponte Preta em Aracaju.

“Quando acabou o jogo, sinceramente, eu até desmoronei e agradeci a Deus, porque você não tem noção do alívio e do que sai das nossas costas. Eu acho que todos nós que estamos trabalhando na Ponte Preta estava com essa pressão. Eu não queria demonstrar isso para os atletas. Eu sempre quis demonstrar confiança. Eu sempre quis demonstrar que a gente coloque o trabalho acima de tudo. Tinha que colocar alegria no coração”, revelou.

“Nós já sabíamos da pressão que a gente ia passar por aqui. Quando acabou a rodada de sexta-feira, eu vi que os atletas estavam no lanche. Eu estava por perto ali e vi que todos os meninos vibraram com o resultado do Vila Nova. Aí eu pensei comigo: está todo mundo comprometido e está todo mundo envolvido. Eu que a gente só potencializou, porque o trabalho que toda a comissão técnica colocou acabou melhorando muito o conceito de jogo”, adicionou.

O que vem por aí?

Apenas para cumprir tabela, a Ponte Preta, encerra participação na Série B do Campeonato Brasileiro nesta sexta-feira, 26 de novembro, diante do vice-líder Coritiba, no Estádio Moisés Lucarelli, a partir das 19h.

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Lucas Rossafa/ Correio Popular