Publicado 17 de Novembro de 2021 - 8h45

Por Lucas Rossafa/ Correio Popular

Além de levar a pior no confronto direto, a Ponte desperdiçou a chance de garantir vaga na Série B de 2022

Álvaro Jr./PontePress

Além de levar a pior no confronto direto, a Ponte desperdiçou a chance de garantir vaga na Série B de 2022

A derrota de virada diante do Londrina pelo placar de 2 a 1 dificultou os planos da Ponte Preta na luta por permanência na Série B do Campeonato Brasileiro.

Com fim da invencibilidade de cinco jogos, a Macaca viu reduzir a distância de cinco para dois pontos em relação à zona de rebaixamento ao final da 36ª e antepenúltima rodada.

Além de levar a pior no confronto direto e desperdiçar chance de garantir vaga na segunda divisão do ano que vem, a Alvinegra foi prejudicada pelos triunfos de Vitória e Brusque em cima de Cruzeiro e CRB, respectivamente.

Estacionada em 14º lugar com 43, time dirigido por Gilson Kleina tem só dois de vantagem ao Tubarão, primeiro integrante da degola, porém ainda depende das próprias forças para evitar a queda à Série C.

“Nós fizemos um jogo que, ao meu ver, tecnicamente foi um pouco abaixo. Eu sabia o que iríamos enfrentar. Também era uma decisão para o adversário. A gente conversou sobre isso. No tempo em que nós pudemos trabalhar, foi em cima dos pontos fortes, haja vista que o Londrina veio para o tudo ou nada”, afirmou o treinador alvinegro, em coletiva de imprensa.

“Eu acho que o justo seria o empate pelo o que as duas equipes proporcionaram. Não fizemos um jogo técnico à altura do que nós vínhamos fazendo. A intensidade foi um pouco prejudicada, mas também vejo que o Londrina tinha só o trabalho pelo lado e tentava fazer o primeiro drible”, adicionou.

Kleina também explicou a opção pela entrada do meio-campista Camilo na vaga do centroavante Rodrigão, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, ao promover mudança no esquema tático.

“O Camilo está fazendo essa função nos treinamentos. Na audiência do Rodrigão, trabalhamos assim. A gente já tinha dado também a oportunidade para o Josiel. Nós entendíamos que o Camilo era um jogador experiente para esse jogo. Ao meu ver, eu acho que o Camilo fez um grande jogo. Ele conseguiu fazer a leitura e fazer aquela situação de preencher bem o meio-campo. Tanto é que os gols que nós tomamos, infelizmente, foi em um pênalti e em uma jogada pelo lado”, justificou.

Apesar da frustração pelo resultado negativo no Paraná, o treinador quer virar a página para corrigir os principais erros da Ponte Preta.

“Ninguém faz o erro porque quer. Então é corrigir isso. A nossa bola parada tem tido muita eficiência e êxito. Contra o Londrina, nós tivemos um grande cabeceio do Fábio Sanches no segundo tempo, mas fizemos alguns ajustes. Houve alguns erros de transições, mas a gente quer tentar fazer os acertos em todos os setores”, prometeu.

“Há momentos em que a gente erra. É levantar e fazer a compilação desse jogo. É mostrar os momentos ruins que nós tivemos. É mostrar as coisas boas também. É ver as situações que nós estamos para fazer uma equipe forte de novo e ter a confiança de ganhar de Confiança”, completou.

O tom adotado pelo comandante, entretanto, é de deixar o pessimismo bem longe dos bastidores da Ponte Preta na reta final da temporada.

“Nós temos que analisar e fazer um contexto. Eu tenho que tentar fazer uns ajustes para tentar virar esse ponto positivo. Nós temos que trabalhar. Não adianta abaixar a cabeça. Eu sei que a derrota é ruim, ainda mais faltando seis pontos. É aquilo que eu falo: chega todo mundo vivo, mas depende só de nós. Vamos pegar as forças, acreditar e gerar o clima de otimismo e de positividade”, pediu.

“É trabalhar. A gente sabe como é a Ponte Preta: é aquela que acredita para poder sair dessa situação. Eu não posso simplesmente só atirar e colocar todo mundo no buraco agora. Nós temos que levantar e deixar o pessimismo para o lado, mas não a realidade”, fechou.

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Lucas Rossafa/ Correio Popular